Médicos estrangeiros nunca foram fiscalizados em Mato Grosso. Nenhum trabalho de fiscalização foi realizado desde que os médicos formados no exterior passaram a atuar em Mato Grosso, através do Programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde. A autarquia responsável pela categoria sequer sabe o número de profissionais e os postos de trabalho dos médicos estrangeiros, que já se encontram no Estado há mais de um ano. O Ministério da Saúde permitiu que os profissionais trabalhassem sem o registro junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e não tivessem a obrigação de realizar as provas de revalidação do diploma. Com isso, o CRM de Mato Grosso não tem qualquer controle sobre os profissionais. O Juiz Federal Substituto da 1ª Vara em Substituição na 2ª Vara Federal, Ilan Presser, acatou uma liminar movida pelo CRM-MT determinando que União forneça ao Conselho a comprovação nos autos, os nomes de todos os tutores e supervisores médicos do Programa Mais Médicos, bem como os locais e endereços de trabalho dos médicos intercambistas no estado de Mato Grosso, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de multa diária fixada em R$ 500,00. A ação tramita na 2ª Vara/MT. Segundo o presidente do CRM-MT, Gabriel Felsky, apesar da brecha criada pelo Ministério, a lei que regulamentou o Mais Médicos especificou que o CRM precisa fiscalizar os profissionais. Segundo Felsky, desde o ano passado, o Conselho vem pedindo que o Ministério encaminhe as informações para poder fiscalizar, porém até o momento não teve as solicitações atendidas. Não sabemos quantos médicos foram enviados para o Estado, onde eles moram, em que unidades estão trabalhando, em que condições estão trabalhando, como está o atendimento e se estão realizando os procedimentos corretos.