O arquivamento dos procedimentos administrativos abertos pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM) também é contestado pelos parentes de Pedro Henrique e Heidi Aparecida. O pai da jovem, Epaminondas Almeida, entende que a decisão do CRM em arquivar o processo, em que apurava se houve erro ou não por parte do profissional que atendeu a filha, o cirurgião responsável Francisco Geraldo Lúcio da Silva, foi parcial e corporativista. O Conselho de Ética do CRM considerou que no caso Heidi remédios, reanimação desastrosa que quebrou vértebras, perfurou o fígado, falta de UTI e aparelhos não contribuíram para a morte, relata. O CRM não levou em consideração esses fatos, acrescenta. A família recorreu ao Conselho Federal de Medicina para tentar reverter a decisão do CRM. O presidente do CRM, Arlan de Azevedo Ferreira, justificou que no caso da Heidi não ficou comprovada que a sua morte teve relação com o procedimento cirúrgico. O médico fez o procedimento, eles conversaram, ela mudou de maca sozinha e seis horas depois que é ela tomou o medicamento, argumenta. Em relação à morte de Pedro Henrique, o Conselho de Ética do CRM também entendeu que não houve infração médica. (JD)