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CIDADES
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008, 21h:20

BANDEIRA 2

Corrida de táxi mais cara na Capital

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Os usuários de táxi em Cuiabá já pagam, há uma semana, a tarifa especial de exceção, a bandeira 2, em qualquer horário do dia. A determinação vale até 5 de janeiro de 2009, conforme decreto municipal número 4.738 assinado este mês pelo prefeito Wilson Santos. De acordo com o secretário de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU), Elismar Bezerra, a medida atende à solicitação do Sindicato dos Taxistas Autônomos Condutores de Passageiros de Cuiabá. “É uma reivindicação antiga dos taxistas e todo ano o decreto é reeditado”. A norma se repete há 17 anos para prover uma renda extra aos taxistas. Portanto, a bandeira dois no fim do ano já é tradição na Capital e uma forma de garantir uma espécie de 13º salário à categoria. Na Capital, as pessoas que utilizam os serviços de táxi pagam por corrida uma bandeirada no valor de R$ 3,89. Com a tarifa especial em vigor, será cobrado R$ 2,50 por quilômetro rodado. Após o fim da vigência do decreto, o valor volta a ser baseado na tarifa da bandeira um, que inclui os R$ 3,89, mais R$ 2,10 por quilômetro rodado. Para o taxista Moacir Américo Vieira, que trabalha no ponto da praça Alencastro, o ganho extra com a cobrança da tarifa especial será insignificante. “Não irá refrescar nada”. O motivo, segundo ele, é a desvalorização da tarifa que vem ocorrendo há cerca de seis anos. “Antes a diferença da bandeira um para a dois era de 40%. Hoje, é só de 8%”, disse. Neste sentido, Moacir Américo comentou que para percorrer o trajeto do Centro até o terminal rodoviário, no bairro Alvorada, por exemplo, o usuário pagará o valor de R$ 10,14 na bandeira um. Na dois, o valor sobe para R$ 11,64 para fazer o mesmo percurso. “É pouco. E hoje é mais barato andar de táxi, você não paga estacionamento, evita multas e não passa o estresse do trânsito”, completou. Por outro lado, a cobrança da tarifa dois também espanta os clientes. “Acho até justo e os taxistas merecem, mas a gente tem que desembolsar um valor a mais pelo mesmo serviço e o dinheiro irá fazer falta no final das contas”, comentou o servidor público Sandro Amorim, 38 anos. Apesar disso, a expectativa da categoria é que haja uma elevação do número de usuários nesta época de festas natalina e réveillon, em torno de 20%.

Edição EDIÇÃO 16964




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