CIDADES
Quarta-feira, 28 de Abril de 2010, 20h:50
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LEI DOS PESADOS
Construção civil quer flexibilização
O setor da construção civil quer flexibilizar o cumprimento da lei municipal 205, de dezembro de 2009, que restringe a circulação de veículos pesados como caminhões no Centro da cidade. O Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon) teme que a lei, se aplicada integralmente do jeito que está no papel, prejudique a dinâmica da construção na Capital e, consequentemente, seu crescimento. Você não faz nada sem a construção civil, que é movida por cargas pesadas, argumenta o presidente do sindicato, Cezário Siqueira Gonçalves Neto. O sindicalista defende que a prefeitura reveja alguns pontos nos quais a circulação de veículos na cidade foi praticamente proibida. Caso contrário, o desenvolvimento pode ser praticamente estancado. Um exemplo é a rua Comandante Costa. Lá, aponta Neto, existem diversas áreas de vazios urbanos. Estes locais são pontos que o próprio Plano Diretor da cidade visa preencher. Trata-se de uma estratégia de desenvolvimento urbano que evita a necessidade de extensão das estruturas básicas da cidade para o seu entorno o que é oneroso para a administração municipal. Entretanto, caso a circulação de grandes cargas nos locais mais centrais seja vetada durante o período diurno, fica praticamente inviável atender às próprias diretrizes do Plano Diretor, sustenta Neto. Por isso, o setor tem procurado a Secretaria Municipal de Transportes Urbanos para discutir a flexibilização da lei em alguns pontos da cidade. Nas palavras de Neto, este é um período de entendimento antes do cumprimento da legislação, que começará a ser fiscalizada quando a prefeitura tiver terminado o trabalho de sinalização. LEI - O perímetro a ser compreendido pela lei é basicamente o Centro da cidade entre as avenidas do CPA e XV de Novembro. O objetivo dela é melhorar o fluxo nas ruas. No Centro Histórico, um exemplo da necessidade da lei é a estreita rua 13 de junho, onde caminhões param para descarregar mercadorias o dia inteiro, atrapalhando os demais setores. A situação foi abordada pelo Diário em uma série de matérias especiais sobre o trânsito publicadas em março. Esse tipo de abuso não vamos permitir, mas vamos conversar, assegura o titular da SMTU, Edivá Alves, que diz estar negociando com o Sinduscon de modo a balancear interesse público que é de, finalmente, desafogar o trânsito no Centro da cidade - e as necessidades das empresas. O secretário se reuniu na terça-feira com os empresários e aguarda uma série de pontos que eles pretendem flexibilizar os limites para circulação dos pesados.