CIDADES
Sexta-feira, 05 de Julho de 2013, 20h:55
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EXPLORAÇÃO SEXUAL
Conexão Rio de Janeiro
Esteticista é suspeita de integrar uma rede de prostituição, que levava meninas e meninos de Cuiabá para boates do RJ
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A esteticista Sílvia Flávia Piqueira Moreno, presa no Rio de Janeiro, é suspeita de integrar uma rede de prostituição que levava adolescentes de Cuiabá para boates do Rio de Janeiro. Sílvia, que foi presa nesta quinta-feira, é proprietária de uma casa no bairro Coophamil, em Cuiabá. No mês passado, policiais militares encontraram várias adolescentes no local. A mulher foi presa em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, com a própria filha de 17 anos, uma garota de 15 anos e um jovem de 24. Ela vai responder no Rio de Janeiro por exploração sexual de vulnerável, cárcere privado e indução ao trabalho escravo. Policiais cariocas descobriram que os três estavam sendo mantidos em cárcere privada no Rio de Janeiro. Todos eram entregues para programas sexuais, inclusive com tabela de preço. Segundo a Polícia, a suspeita estava no Rio há uma semana com os adolescentes. Na quarta-feira, a mãe de uma adolescente esteve na Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) e informou que a filha havia telefonado do Rio de Janeiro e que estava lá há mais de uma semana na companhia da acusada Sílvia Flávia. Ela contou para mãe que era mantida em cárcere privado, sendo explorada sexualmente e obrigada a realizar serviços domésticos, destacou a delegada Alexandra Fachone. No Rio de Janeiro, em depoimento na 13ª Delegacia de Polícia de Copacabana, a adolescente de 15 anos disse que conseguiu fugir do apartamento, em Copacabana, e pedir socorro na unidade policial. A menina contou que suas roupas haviam sido retidas, assim como seus documentos pessoais e dinheiro. A adolescente acrescentou que a acusada lhe dava drogas e que tinha realizado um aborto. A menina relatou que era ameaçada constantemente de morte e que tinha medo da acusada. As investigações são realizadas pela Deddica de Cuiabá, onde, em 15 de maio, uma adolescente de 15 anos tinha fugido de casa e estaria se prostituindo em companhia de outras garotas. A partir daí, descobrimos que a adolescente tinha sido levada para o Rio de Janeiro e pedimos ajuda para localizar quem a levou para lá, explicou Fachone. Em Cuiabá, Sílvia é investigada por exploração sexual, rufianismo, cárcere privado, falsificação de documento público, aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante e tráfico interno de pessoas para fins de exploração sexual. Em maio, a mãe da adolescente procurou a delegacia, havia informado que a filha estava em uma residência no bairro Consil, em Cuiabá, mas o local apontado como casa de prostituição já havia sido desativado antes de ser averiguado pelos policiais da unidade. Durante as investigações, outra denúncia ao Conselho Tutelar levou a Polícia Militar a fechar uma residência no bairro Coophamil, por suspeita de manter adolescentes para prostituição. Na casa foram encontradas quatro adolescentes, entre elas a adolescente desaparecida à época com 14 anos. A casa era alugada por Sílvia Flávia. As adolescentes, ao serem levadas à Central de Flagrantes, negaram a exploração sexual. Em buscas na casa, além das adolescentes, a Polícia apreendeu diversos medicamentos abortivos, preservativos e cédulas de identidade falsa. Na ocasião, a suspeita não chegou a ser detida, por não se encontrar na residência. Ela também explorava a filha de 17 anos, junto com as demais adolescentes. A delegada lembrou que as investigações contra a esteticista prosseguem em Cuiabá.