CIDADES
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011, 20h:19
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LIMPEZA
Coleta ainda emergencial
Mesmo tendo aprovado única empresa apta ao serviço, prefeitura ainda terá que renovar vínculo precário até fevereiro com a Delta
A prefeitura concluiu ontem a licitação para regularizar a coleta de lixo em Cuiabá, mas antes que isso aconteça ainda precisará lançar mão de um novo contrato emergencial. Embora a empresa Delta que já atua na cidade tenha vencido a concorrência pública, o novo contrato com a mesma empresa só deverá ser assinado na próxima semana. Como o atual contrato emergencial expira na sexta-feira, o titular da Infraestrutura municipal (Seminfe), Paulo Borges, anunciou que tentará um novo termo emergencial para que a cidade não fique sem coleta. Ontem, a prefeitura realizou a abertura do envelope da Delta, a única empresa cuja proposta de serviço foi considerada apta no processo de licitação (as duas outras empresas que se apresentaram para concorrer tiveram seus documentos recusados). A proposta para a coleta de lixo, aceita pelo município, foi de R$ 15,4 milhões anuais pela contratação de até 30 caminhões metade do tipo toco, com capacidade para 15 metros cúbicos, e metade tipo trucado, para 30 metros cúbicos -, 70 contêineres, 180 coletores e motoristas. Atualmente, a coleta tem sido feita na cidade em caráter emergencial com vinte caminhões, todos do tipo toco. Tem sido assim desde julho de 2010, quando a prefeitura rescindiu o contrato com a empresa anterior, Qualix, acusada de trabalhar de forma precária e gerar um colapso na limpeza urbana. O contrato emergencial com a Delta foi firmado para valer até a próxima sexta-feira. Entretanto, segundo a Seminfe, mesmo com a Delta já atua no município, a empresa não teria condições de imediatamente disponibilizar os caminhões de maior capacidade que agora precisam constar no sistema de coleta da cidade, seguindo os termos da licitação encerrada ontem. Esses caminhões precisam ainda chegar a Cuiabá. Sendo assim, o secretário Paulo Borges estima para fevereiro o início do trabalho da Delta sob o novo contrato (de 1 ano, prorrogável por 4) e anuncia que o município buscará firmar com a mesma empresa um novo contrato emergencial, válido por quinze dias, para que a cidade não fique sem coleta enquanto os novos equipamentos não chegarem. Não podemos ficar um dia aqui sem o serviço que a cidade vira o caos, calamidade pública, argumenta. Ele informa também que pedirá a anuência do Ministério Público para firmar o contrato tampão até fevereiro, quando o novo serviço da Delta deve começar a funcionar. CUSTOS - Borges também assegura que haverá economia para o município. Na licitação homologada ontem, R$ 13,949 milhões são destinados ao trabalho de coleta e transporte do lixo. Como a prefeitura inicialmente não fará uso de todos os 30 caminhões previstos (alega que 10 tocos e 10 trucados são suficientes), os gastos por mês do município com o serviço deverão ficar por volta de R$ 900 mil. O contrato emergencial com a Delta tem sido de R$ 665 mil mensais, mas com a disponibilidade de apenas 20 caminhões, todos do tipo toco.