CIDADES
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008, 21h:16
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QUEIMADA
Cinco hectares de parque pegam fogo
Área pertence ao Mãe Bonifácia II, no Ribeirão do Lipa. Incêndio levou quatro horas para ser debelado pelos bombeiros, após consumir um terço da reserva
DANA CAMPOS
Da Reportagem
Pelo menos um terço da área do Parque Mãe Bonifácia II, localizado no bairro Ribeirão do Lipa, próximo da entrada do Centro de Eventos do Pantanal, foi tomado pelo fogo ontem pela manhã. A área total do parque, segundo com o comandante de operações do Corpo de Bombeiros Voluntários da Amazônia (CBVA), Eronilson Magalhães, ultrapassa 15 hectares. Conforme ele, para conter o incêndio foram necessários cerca de 20 homens do Corpo de Bombeiros Voluntários (CBVA), que integram o projeto Quadrante, e 12 litros de água. De acordo com o comandante, o CBVA recebeu a ocorrência por volta das 8h30. Depois de quatro horas, as chamas foram apagadas. Quando chegamos, uma grande área já tinha sido atingida, disse. Segundo ele, essa é a terceira queimada de grandes proporções ocorrida esta semana. Ele relatou que na segunda-feira, no Distrito Industrial, um incêndio destruiu cerca de 30 hectares de uma área. Outro caso, destacou, foi o que ocorreu na quinta-feira, nas proximidades do bairro Nova Esperança, onde aproximadamente 15 hectares foram queimados. Para Magalhães, a demora na transmissão da ocorrência do Ciosp ao CBVA afeta no tempo de resposta intervalo entre a solicitação e o atendimento. Entretanto, ele considera que o grande problema é o trote. A cada denúncia feita, o operador aguarda surgir uma nova ocorrência, podendo demorar até horas para se confirmar. Isso acaba refletindo na atuação de combate, em casos reais de ocorrência, explicou. Hoje, cada equipe do projeto Quadrante é munida de rádio manual com freqüência direta com o Ciosp. Tudo isso por causa dos trotes. Caso contrário, nossa equipe poderia chegar antes ao local, destacou. De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros que atua no Ciosp, Nilo Xavier da Costa, o trote é um fator que faz com que o centro tome certas medidas preventivas. Se o cidadão está no celular e diz que avistou uma queimada, ou liga de um orelhão e não deixa um número de retorno, é necessário que haja uma nova denúncia para a gente enviar uma viatura ao local, explicou. Segundo Costa, diariamente o Ciosp recebe cerca de cinco trotes. Apesar de que, conforme ele, nessa época do ano a quantidade de falsas ocorrências reduz consideravelmente. Conforme dados do Ciosp, o Parque Cuiabá continua sendo o bairro com maior número casos. De julho até ontem foram 49 casos no local, seguidos do Distrito Industrial (36) e do Jardim Vitória (34). Segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá, no mesmo período foram registrados em toda Capital 784 focos de calor. Destes, 602 foram atendidos. Somente nos últimos dez dias foram 198 focos e 140 atendimentos.