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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

CIDADES
Quarta-feira, 23 de Maio de 2007, 20h:49

DIA DE LUTA

Centenas de manifestantes aderem à data

Dia 23 de maio ficou definido como o momento nacional para lembrar causas sociais do país. Em Cuiabá, estatização e tarifa foram tônica

ALINE CHAGAS
Da Reportagem
A chuva que caiu ontem o dia todo em Cuiabá não impediu que centenas de estudantes, integrantes de movimentos sociais, professores e servidores públicos participassem da manifestação do Dia Nacional de Luta pela manhã nas ruas centrais. Os manifestantes reivindicavam a manutenção da emenda 03, a reestatização da Vale do Rio Doce, a reforma agrária e outros direitos dos trabalhadores. A manifestação causou confusão no trânsito da Capital, que começava a ter um aumento no movimento em virtude do horário de pico. Na esquina da avenida Getúlio Vargas com a rua Barão de Melgaço o grupo sentou por um minuto. Um pouco depois, estudantes entraram no prédio do banco Bradesco da rua Barão de Melgaço para fazer uma visita. O motivo, segundo a coordenação do protesto, era dar uma vaia à empresa, que é uma das acionistas da Vale do Rio Doce. Em 25 de março de 2007, trabalhadores e integrantes de movimentos sociais de todo Brasil definiram, em São Paulo, que o dia 23 de maio seria considerado o Dia Nacional de Lutas. Várias categorias anunciaram que integrariam a mobilização, mas nem todos compareceram. A expectativa dos coordenadores do protesto é que o dia faça parte do calendário de manifestações todos os anos. O coordenador do Centro Acadêmico de História da Universidade Federal de Mato Grosso, Tiago Lara, disse que a manifestação mostra que as pessoas estão atentas ao que está acontecendo no país e que muitos são contra as reformas neo-liberais do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Segundo Tiago, é preciso que a população mostre que está indignada para evitar que as reformas ocorram, porque o presidente tem trabalho pelo capital estrangeiro. Professores da Universidade Federal de Mato Grosso paralisaram as atividades ontem e enviaram representantes à caminhada por entender que esse é o momento de chamar a sociedade para refletir sobre as mudanças que estão ocorrendo no país. O presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), Alcides Teixeira da Silva, defendeu que os investimentos sejam feitos de maneira mais eficaz. Segundo ele, o país precisa mudar de rumo e a população precisa defender os interesses dela. Os professores da UFMT decidem hoje, em assembléia geral, se entram em greve mais uma vez por melhores salários. COLETIVOS - Um dos integrantes do Comitê de Luta pelo Transporte Público (CLTP), Felipe Torquato, explicou que esse é o primeiro grito da população cuiabana contra o recente aumento da tarifa dos ônibus da Capital. Felipe anunciou na sua fala, durante a caminhada, que os próximos protestos farão Cuiabá “tremer”. “O prefeito está do lado dos empresários”, gritou o militante. Felipe explicou que essa foi uma forma mais agressiva de alertar à prefeitura que os usuários do transporte coletivo não ficarão quietos e que os movimentos sociais organizados promoverão manifestações onde for preciso – poderes Legislativo e Judiciário - para reverter a majoração.

Edição EDIÇÃO 16964




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