CIDADES
Quinta-feira, 02 de Junho de 2011, 21h:13
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SAÚDE DE CUIABÁ
Categorias analisam hoje PCCS a ser apresentado pelo governo
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O dia de hoje é considerado decisivo para os servidores da saúde pública de Cuiabá. A categoria, que iniciou ontem uma paralisação de 26 horas, aguarda para hoje, às 9 horas, a entrega da proposta de reestruturação do Plano de Cargo, Carreira e Salários (PCCS) diretamente das mãos do prefeito Francisco Galindo. O projeto do PCCS deveria ter sido entregue na última sexta-feira. Porém, os trabalhadores se recusaram a receber o documento, que seria repassado pelo secretário municipal de Governo, Lamartine Godoy. A decisão de não aceitar a contraposta foi por conta de que na gestão do prefeito Wilson Santos, o então secretário de Saúde Guilherme Maluf deu o aumento para a categoria e, depois, o Wilson revogou dizendo que só ele tinha autorização para conceder reajuste, explicou Ludevaks Bonifácio, da Comissão de Negociação de Reestruturação do PCCS. Segundo ele, devido à mobilização de 26 horas, estava sendo mantido apenas 30% do atendimento no Pronto-Socorro Municipal, policlínicas e programas de saúde da família. A paralisação, porém, pode se tornar por tempo indeterminado, caso a contraposta da administração não atenda aos anseios dos trabalhadores. Após receber o documento, vamos para uma mesa redonda apresentar para todos os servidores, avaliar a proposta e discutir todas as possibilidades. A greve geral é a última possibilidade, mas não está descartada, disse Bonifácio. Conforme Bonifácio, há 14 anos os servidores vêm tendo perdas salariais. Neste período, a defasagem ficou acima de 300%. Queremos pelo menos 100%, disse. Hoje, temos vários trabalhadores que estão para se aposentar (20% a 30%) e só estão esperando o plano para encerrar a carreira com um salário mais justo, disse. Hoje, o piso de um enfermeiro em início de carreira é de R$ 800. A exceção dos médicos e dentistas, o novo PCCS irá contemplar 1.850 funcionários efetivos como enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e administrativo. Entre eles está a auxiliar de Saúde Bucal, Doracy Glória da Silva, que trabalha na Clínica do Verdão. O novo PCCS é a esperança de um futuro melhor, de uma aposentadoria mais digna. Segundo elas, as 10 clínicas odontológicas também estão funcionando de forma precária. Faltam materiais como anestésico e máscaras. Até as autoclaves estão quebradas e não tem previsão de concerto, informou. Na sexta-feira passada, o secretário de Governo informou que o novo PCCS irá garantir aumento real nos salários da categoria até 2014. Segundo ele, o plano garante vantagens como a implantação da produtividade, adicional de qualificação e, principalmente, garantias àqueles que estão no fim de carreira.