CIDADES
Segunda-feira, 03 de Setembro de 2012, 21h:43
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BARRA DO GARÇAS
Cadeia deve ser reformada em 4 meses
FRANCIS AMORIM
Sucursal de Barra do Garças
O governo do Estado terá o prazo de 30 dias para apresentar o projeto arquitetônico e 90 dias para dar início a reforma da cadeia pública de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá). A determinação é da Justiça que julgou procedente o pedido de liminar da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), representado pelo promotor Marcos Brant Gambier Costa. De acordo com a decisão, o governo deverá promover reformas na estrutura física, rede hidráulica, sanitária, elétrica e de segurança. Além da reforma, o Estado terá que incluir no orçamento de 2013, recursos para a construção do novo prédio da Cadeia Pública, com capacidade para 300 presos, conforme previsto no Plano de Modernização do Sistema Penitenciário do Estado. De acordo com o autor da ação, a atual unidade prisional abriga presos da região do Araguaia e enfrenta problemas relacionados à infraestrutura e superlotação, além de estar localizada no centro da cidade. O prédio não possui as condições mínimas necessárias à permanência de pessoas privadas de liberdade, seja pela superlotação de celas, seja pela precariedade da sua infraestrutura, seja pela falta de salubridade e segurança contra evasão de detentos, afirmou. Caso não cumpram a decisão judicial, o Estado, o governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, e o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa, terão que arcar com multa diária de R$ 100 mil. Na decisão, o juiz de Direito Emerson Cajango, ressaltou que os direitos fundamentais destinam-se a todos os seres humanos, independentemente de distinção, assegurando tanto aos indivíduos livres quanto àqueles reclusos em estabelecimentos prisionais. É simples concluir que as condições precárias da Cadeia Pública de Barra do Garças atentam contra o bem-estar dos detentos e profissionais que desempenham funções, sendo submetidos a condições subumanas que colocam em risco a integridade física e moral, e também, da coletividade instalada nas imediações do estabelecimento.