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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

CIDADES
Domingo, 07 de Outubro de 2012, 23h:39

MODERNIZAÇÃO

Biometria atrasa votação no interior

TRE cadastrou 73 mil eleitores nas cidades de Santo Antônio de Leverger, Acorizal, Nossa Senhora do Livramento, Ponte Branca, Vale do São Domingos e Jangada

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
Moderno e seguro, mas não necessariamente rápido. Nos municípios de Mato Grosso nos quais foi testado o sistema de biometria para a identificação de eleitores, o tempo médio de votação aumentou em relação ao método tradicional. Ao todo, mais de 73 mil eleitores foram cadastrados no novo sistema. No momento da votação, a diferença é que o acesso à cabine é liberado apenas após o reconhecimento da impressão digital, por meio de leitores eletrônicos. Em Santo Antônio de Leverger (35 quilômetros de Cuiabá), houve lentidão no processo. No final da manhã, a coordenadora da seção 110 (Escola Estadual Leônidas de Mattos) Andressa Auxiliadora Batista, previa até uma hora de atraso. “O sistema aumentou o controle de fraude, impedindo que uma pessoa vote em lugar da outra. Mas, como se trata de uma primeira vez, as pessoas ainda estão tendo dificuldade e o sistema às vezes não consegue reconhecer as digitais”, disse. Grande parte dos problemas, segundo ela, estava relacionada à origem rural de muitos dos eleitores do município – o trabalho no campo, muitas vezes manual, prejudica as impressões digitais. “O reconhecimento não é de primeira e isso tornou o processo mais lento. Pela manhã estava bem lento, acho que, por conta disso, a gente vai ficar uma hora a mais depois do encerramento da entrada de eleitores." A reportagem acompanhou a tentativa da eleitora Laurete Francisca da Silva, 53 anos, que teve repetir por quase dez vezes a identificação da digital. Apesar do contratempo, ela aprovou a nova metodologia. “É bom, só que a menina apertou meu dedo duas vezes e aí deu problema”, avaliou. José Rosendo, de 56 anos, disse que o novo sistema traz “mais segurança no voto”, mas admitiu que a validação não ocorreu na primeira tentativa. “O meu dedo é de mecânico e o sistema não conseguiu identificar, mas depois foi bem rápido”. O sistema foi testado em Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger, Acorizal, Nossa Senhora do Livramento, Ponte Branca, Vale do São Domingos e Jangada. Em Acorizal, muitos eleitores equivocadamente acreditaram que, em razão da biometria, não haveria necessidade de levar documentos. Segundo Aílton Lopes, secretário de Tecnologia do TRE-MT, as dificuldades com a leitura, especialmente de eleitores da zona rural, eram “esperadas”. “Avaliamos que o teste foi bem-sucedido”.

Edição EDIÇÃO 16961




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