CIDADES
Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008, 20h:49
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MOBILIZAÇÃO
Bancários param hoje, por 24 horas
DANA CAMPOS
Da Reportagem
Em Mato Grosso, cerca de 3.500 bancários estão com as atividades paralisadas desde a zero hora de hoje. A decisão foi tomada ontem, durante assembléia geral realizada na sede do Sindicato dos Bancários e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Mato Grosso (Seeb), em Cuiabá. Conforme o diretor de Imprensa da entidade, Alex Gonçalves, a categoria deverá permanecer de braços cruzados por 24 horas como forma de reivindicar aumento salarial e manutenção de benefícios. Caso não haja manifestação favorável por parte dos banqueiros, a categoria poderá entrar em greve por tempo indeterminado. Segundo Gonçalves, as empresas estão oferecendo como acordo apenas 7,5%. Enquanto a categoria, disse o diretor, exige que seja efetuado o pagamento de 5% a partir do ganho real das empresas, mais 7,15% da inflação de 2007, e que também seja atribuído a todos os funcionários o benefício do vale refeição, equivalente a um salário mínimo R$ 415. Além das reivindicações, a categoria requer que os banqueiros mantenham os benefícios até então conquistados. De acordo com Gonçalves, além das empresas oferecerem um aumento mínimo 7,5%, os banqueiros pretendem retirar a estabilidade para a aposentadoria, hoje garantida após 32 anos de prestação de serviço. Não tem como a gente aceitar todas essas perdas. São direitos já conquistados, protestou. Segundo o diretor, a categoria ainda sofrerá outras perdas. Conforme ele, os banqueiros também pretendem reduzir a idade das crianças beneficiadas pelo auxílio Creche Babá atualmente disponibilizado pelas empresas , reduzir o benefício transferido aos trabalhadores por meio da participação de lucros e resultados em relação aos ganhos de 2007 e, ainda, aumentar o valor descontado do vale transporte. PAGAMENTOS - Com a paralisação, quem deve estar atento são os usuários dos serviços bancários. De acordo com o gerente de Fiscalização e Controle do Procon do Estado, Ivo Vinícius Firmo, os consumidores devem tentar buscar todos os meios disponíveis para efetuar qualquer tipo de pagamento, como, por exemplo, internet e casas lotéricas. No entanto, esclareceu Firmo, se eventualmente o consumidor não tiver acesso a esses meios alternativos, o banco não poderá cobrar nenhuma taxa referente ao atraso do pagamento. Caso contrário, o consumidor pode procurar o Procon para fazer valer seus direitos, garantiu.