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CIDADES
Quinta-feira, 15 de Abril de 2010, 21h:16

‘EMERGÊNCIA’

Aumento da capacidade

Secretário Fares, após receber relatório sobre filas da CPI, anuncia mais especialistas e reaproveitamento de hospitais

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O secretário de Estado de Saúde (SES), Kamil Fares, anunciou ontem novas medidas para tentar acabar ou reduzir as filas de espera de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso. Ele também vai convocar cerca de 70 médicos, hoje disponibilizados à rede credenciada, para atender no Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac). A idéia é transformar o local em um “boom” de atendimento em alta e média complexidade. No Estado, o número de consultas reprimidas, até novembro de 2009, é de 62.867, sendo 49.087 da Capital e demais (12.880) do interior e outras localidades brasileiras. Ações como estas foram anunciadas ontem durante a entrega da lista das 120 mil pessoas que aguardam por consultas, exames ou cirurgias no Estado ao secretário pelos deputados estaduais Sérgio Ricardo, presidente da CPI da Saúde, e Wallace Guimarães, relator. “A questão da saúde em Mato Grosso, além dos poucos recursos, passa pela ausência de gestão. Não há dinheiro que chegue quando não há gestão, a dinâmica de fazer o paciente se encontrar com o médico”, observou Sérgio Ricardo. O objetivo é fazer andar esta fila de espera. Expectativa que aumenta ainda com o anúncio já feito pelo governo em destinar o superávit do Estado nas áreas de Segurança e de Saúde. A estimativa é que para acabar com a atual demanda reprimida no setor sejam necessários entre R$ 30 milhões a 40 milhões. Outra medida será buscar a utilização de estruturas de unidades hospitalares credenciadas, como o Hospital do Câncer, para a realização de exames como ultra-som, raio-X e ressonância magnética, agilizando, inclusive, a entrega dos resultados. “Os resultados sairão em dois a três dias, não mais em 20 a 30 dias”, disse Fares. A expectativa é que em torno de 800 exames sejam realizados em um mês. ÓBITOS - Dados da CPI da Saúde revelam que até 15 de novembro do ano passado a demanda reprimida de exames de alta e média complexidade era de 57.872. Ainda segundo a CPI, cerca de 120 pessoas morreram em filas de espera para exames e cirurgias de alta complexidade nos dois últimos anos. Somente aguardando exames de cateterismo ocorreram 20 óbitos entre agosto e dezembro de 2009. Os números retratam apenas a situação de pacientes que estão regulados, ou seja, já têm algum encaminhamento médico, sem contabilizar aqueles que ainda não estão cadastrados no sistema. Para tentar resolver os problemas, a CPI apontou 19 recomendações consideradas urgentes. Além da instituição do Programa “Fila Zero”, é sugerida a inauguração imediata do Hospital Metropolitano de Várzea Grande e a realização de um novo contrato com os hospitais prestadores de serviços como Hospital Geral Universitário (HGU) e Júlio Muller (HUJM), além da aquisição do Hospital das Clínicas, fechado há mais de quatro anos, para transformá-lo no Hospital da Criança. Na próxima segunda-feira, o governo do Estado deve lançar o Plano de Saúde, que nos moldes do de Segurança, lançado na terça-feira, prevê diversas ações para garantir o acesso e a qualidade no atendimento aos pacientes do SUS.

Edição EDIÇÃO 16968




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