CIDADES
Terça-feira, 17 de Novembro de 2009, 01h:37
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GOIABEIRAS
Audiências acontecem na próxima semana
STEFFANIE SCHMIDT
Da Reportagem
Menos de três meses após a morte do vendedor ambulante Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, 31, vítima de espancamento dentro do Goiabeiras Shopping, a Justiça começa a julgar os quatro ex-seguranças que participaram da ação. Todos são acusados de homicídio triplamente qualificado, além de furto e denunciação caluniosa. A primeira audiência foi marcada para os dias 23 e 24 de novembro, na próxima semana. A determinação da juíza Maria Aparecida Ferreira Fago, da 12ª Vara Criminal, foi divulgada ontem, em meio à manifestação de greve dos servidores do Fórum de Cuiabá. Valdenor de Moraes, Ednaldo Rodrigues Belo, Jorge Dourado Nery e Jefferson Luiz Lima Medeiros estão presos desde setembro, quando foi decretada a prisão temporária de todos, durante as investigações da polícia. No dia 9 de outubro, pouco antes de serem liberados, a Justiça estadual acatou o pedido do Ministério Público para que a prisão fosse transformada em preventiva, sem tempo para terminar. Na semana passada, o Diário divulgou, com exclusividade, que, na opinião do Ministério Público o caso deveria ser levado a júri popular. O promotor responsável pelo caso, José Augusto Veras Gadelha, afirmou que os pedidos feitos pelos réus, alguns solicitando a absolvição sumária, eram descabidos na fase de instrução do processo e que deveriam ser feitos durante o júri. Gadelha deu parecer contrário ao pedido de absolvição sumária na apresentação de defesa prévia do segurança Jorge Dourado Nery. A alegação da defesa é de que o segurança não participou da sessão de espancamento, que durou 23 minutos na sala central de segurança do shopping, no dia 29 de agosto. Jorge afirma que somente cumpria ordens de seu superior hierárquico, Jefferson Medeiros. De acordo com o inquérito da polícia, ele assegurou que ninguém entrasse na sala de segurança, impedindo que demais funcionários batessem o ponto eletrônico. O segurança Jefferson Medeiros solicitou a alteração da tipificação criminal para lesão corporal seguida de morte. Já Valdenor Moraes, que segundo o inquérito que apurou a morte, assistiu a tudo da sala de monitoramento conjugada à sala de segurança solicitou quebra de seu próprio sigilo bancário para provar que não cometeu o furto de R$ 1 mil que estavam no bolso de Reginaldo. Ednaldo Rodrigues Belo foi o único que afirmou que os fatos são verdadeiros e que vai enfrentar o mérito do julgamento. Os seguranças respondem ainda por denunciação caluniosa, por terem registrado um boletim de ocorrência contra Reginaldo, acusando-o de tentativa de homicídio.