CIDADES
Quarta-feira, 04 de Novembro de 2009, 00h:44
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GOIABEIRAS
Audiência deve ser em novembro
ADILSON ROSA
Da Reportagem
A audiência única dos quatro ex-seguranças do Goiabeiras Shopping acusados de matar o vendedor ambulante Reginaldo Donnan dos Santos Queiroz, 31, deverá ocorrer até o final deste mês. Eles foram denunciados (acusados formalmente) por homicídio triplamente qualificado. De acordo com a denúncia, o crime ocorreu por motivo torpe, com a utilização de meio cruel e sem que a vítima tivesse como se defender. Além do crime de homicídio qualificado, o segurança Jefferson Luiz Lima Medeiros também deve responder por furto qualificado e denunciação caluniosa. Outro que também responderá por furto é Valdenor de Moraes; já Ednaldo Rodrigues Belo deve responder também por denunciação caluniosa. Jorge Dourado Nery responderá por homicídio. Os quatro seguranças são acusados ainda por fraude processual, prevista no artigo 347 do Código Penal. Os quatro estão com a prisão preventiva decretada. Ontem, o Ministério Público Estadual (MPE) aceitou o pedido de familiares de colocar no processo dois assistentes de acusação advogados contratados para ajudar na acusação. Trata-se dos advogados Hélio Nishiyama e João Carlos Poligel. Com essa etapa vencida, o promotor criminal João Augusto Gadelha remeteu o processo para a 12ª Vara Criminal da Capital, onde a juíza Maria Aparecida Ferreira Fago deverá marcar a audiência que reúne testemunhas de acusação e defesa. Por se tratar de uma audiência única, deverá iniciar na parte da manhã. Essa audiência deverá ocorrer de imediato, pois se trata de réus presos que exigem prioridade, explicou o promotor. Pelo MPE, são 14 testemunhas e cada advogado de defesa poderá arrolar oito testemunhas cada, no máximo de 24. Caso todas sejam ouvidas, a audiência deve varar a noite. Para o MPE, não há dúvidas de que a ação praticada pelos denunciados foi revestida de crueldade e causou um sofrimento intenso e absolutamente desnecessário à vítima, que ficou, durante todo o tempo, à mercê da ira dos denunciados, apanhando sem poder esboçar qualquer reação em sua defesa. O crime ocorreu no dia 29 de agosto, após Reginaldo entrar no shopping para comprar ingressos para uma micareta em Cuiabá. Na entrada, ao ser abordado pelos seguranças, informou que também iria tomar um lanche. De acordo com a delegada Ana Cristina Feldner, por meio de provas testemunhais, documentais e técnicas, Reginaldo em momento algum ofereceu perigo, risco ou ofendeu os seguranças. Ele foi levado até a sala central onde foi espancando por 23 minutos, vindo a morrer três dias depois.