CIDADES
Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013, 20h:13
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VLT NA PRAINHA
Área tombada impede que obra prossiga
Em dois trechos de duas avenidas de Cuiabá, o Consórcio VLT, responsável pelas obras de implantação do novo sistema de transporte coletivo da Capital, não pode executar obras por causa da Igreja do Rosário/São Benedito, tombada como patrimônio histórico. O trecho tombado e o entorno do tombamento, onde as obras estão proibidas, é de pouco mais de 1,2 quilometro. O primeiro é na avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), entre a Praça Bispo Dom José e o semáforo do cruzamento com a avenida Mato Grosso. O segundo, de pouco mais 200 metros, fica na avenida Coronel Escolástico, na frente da mesma igreja. De acordo com o Consórcio VLT, o início de obras depende da autorização do Instituto do Patrimônio Nacional (Iphan), em Brasília, onde estão sendo analisados materiais arqueológicos encontrados nesses trechos. O consórcio, por meio da assessoria de imprensa, informou que as obras não foram iniciadas e paralisadas. E ainda, que as intervenções ocorridas nesses locais foram para coleta de resíduos arqueológicos, uma das exigências previstas no contrato. Em 10 pontos ao longo dos 22 quilômetros do trajeto do VLT foram encontrados artefatos da arqueologia mato-grossense, a maioria na área tombada. Também foram coletados nas proximidades das pontes Julio Muller, no bairro do Porto (sobre o Rio Cuiabá), e na Ponte do Coxipó, sobre rio do mesmo nome. A superintendente do Iphan em Mato Grosso, Marina Lacerda, não foi localizada pela reportagem. A informação do órgão é de que ela passaria o dia em reunião de trabalho em Chapada dos Guimarães.