João Arcanjo, avalia Zaid Arbid, não está preso por vontade da lei, mas por vontade dos homens. O interesse de mantê-lo atrás das grades passa, segundo ele, por políticos que alçaram ou querem chegar ao poder com a prisão do ex-bicheiro. No caso dos políticos, Zaid cita o senador mato-grossense Pedro Taques, que na função de procurador federal, cargo que deixou para se candidatar, liderou as investigações que culminaram com a operação Arca de Noé e a prisão de Arcanjo. Ele também citou o juiz Julier Sebastião da Silva, que decretou as prisões dos integrantes da organização de Arcanjo, que recentemente admitiu a possibilidade de ser candidato a algum cargo político partidário. Se Arcanjo estiver solto o palanque desses dois cai, desmorona, alfineta o advogado. Ele reclamou que a prisão de Arcanjo está sendo mantida por preventivas que já se estendem há cinco ou mais anos, portanto seriam condenações antecipadas, e por penas de crimes anteriores ao pedido de extradição, que desrespeitam o tratado do MERCOSUL. Menos otimista que a família de João Arcanjo, que pensa na liberação dele até fevereiro, Zaid Arbid acredita numa possível libertação do cliente no final de março ou abril. Ele observa que o recurso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e deve chegar no STF no início de fevereiro de 2013, onde o tempo de julgamento não passaria de 60 dias. (AA)