Responsável pela nomeação de Araão de Siqueira para a fiscalização da APA de Chapada, o ex-secretário de Meio Ambiente, Frederico Müller, avalia que sua escolha recaiu sobre a pessoa certa, na hora certa. Além de ser nascido na Chapada, ele tinha um profundo conhecimento de toda a região. E o tempo acabou por revelar que se tratava de alguém talhado para o cargo, avalia. Hoje vinculado ao Instituto Chico Mendes (ICMBio), o técnico ambiental José Guilherme Aires Lima, então no Ibama, era o chefe do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães quando Siqueira assumiu seu posto. Segundo ele, a proteção garantida à APA ajudou a preservar o parque. Fizemos muitas ações em conjunto. Naquela época, o que mais me chamava a atenção era o fato de ele conseguir tantos resultados, mesmo trabalhando sozinho e com pouquíssima estrutura. Para o fotógrafo e ambientalista Mário Friedlander, a atuação do fiscal ajudou a frear um pouco a delinquência ambiental que estava instalada livremente em Chapada. Ele foi um Chapadense que teve que agir, muitas vezes com dureza no cumprimento do dever e acabou adquirindo um conhecimento prático e uma consciência mais clara sobre a importância da questão ambiental, disse. O coordenador de Unidades de Conservação da Sema, Alexandre Batistella, atribui ao trabalho do servidor uma mudança no comportamento dos proprietários de terras dentro da APA. O Araão sempre fez um trabalho preventivo: ia ao local, orientava, explicava. E hoje, em razão disso, muitas pessoas nos procuram para saber o que podem ou não fazer. Sobre o legado deixado pelo colega, Batistella destaca a experiência de uma gestão ambiental de campo. Ele é nosso professor. (AR) LEIA TAMBÉM #LINK#418741#Guardião do parque #LINK#418742# Arãao é elogiado e deixa legado #LINK#418743# Monocultura ameaça preservação #LINK#418744#Fiscal investirá na apicultura