Após quase 7 anos, PF descarta máquinas de vídeo poker da época
Resquícios de uma das principais operações da Polícia Federal já ocorridas em Mato Grosso, a Arca de Noé, realizada em dezembro de 2002, que culminou com o início da derrocada de João Arcanjo Ribeiro no Estado, foram destruídos ontem pela corporação. Quase sete anos depois, 20 máquinas de vídeo poker apreendidas na ocasião foram jogadas no aterro sanitário da Capital, depois de ordem expedida pela 1ª Vara da Justiça Federal em Cuiabá. Os equipamentos estavam guardados desde 2002 em um depósito judicial, dentro de uma residência de Várzea Grande, como informou a PF. O material foi periciado e, comprovada sua origem estrangeira. A manutenção desse tipo de equipamento, proibido em território nacional, enseja na contravenção de descaminho. A Operação Arca de Noé tentou levar à prisão o bicheiro Arcanjo, que tinha status de comendador em Mato Grosso, depois de ser acusado de líder do crime organizado no Estado e responsável por uma série de assassinatos ocorridos na Grande Cuiabá, inclusive do dono do jornal Folha do Estado, Domingo Sávio Brandão de Lima Júnior. Arcanjo apenas veio a ser localizado no Uruguai, quase um ano após a deflagração da Arca de Noé. Hoje, cumpre pena no presídio federal de segurança máxima do Mato Grosso do Sul, para onde foi levado após novamente acusado, em 2007, de estar comandando o jogo do bicho no Estado, mas de dentro do presídio Pascoal Ramos.