Apesar do receio com uma eventual queda no movimento de clientes, especialmente no começo, a expectativa dos ambulantes é grande pelo novo espaço de vendas. Aqui no centro a população já conhece. Se vai a uma lotérica, banco ou correio, passa e compra alguma coisa. Lá, terá que ter uma boa divulgação, disse a vendedora Nayara Freitas, de 24 anos, que trabalha há cinco anos como camelô. Outro ambulante, que preferiu não se identificar, cobrou mais agilidade por parte das autoridades públicas e criticou a transferência deles para as praças. Tiraram a gente da rua atrás do Ganha Tempo, sendo que lá é um beco que não tem serventia. Enquanto isso, estamos jogados nas praças, reclamou. Eles também esperam que o Ministério Público aceite a prorrogação do prazo para que possam trabalhar tranquilos e não correr o risco de serem expulsos novamente, além de terem as barracas e mercadorias apreendidas. Os beneficiários serão permissionários e vão pagar pelo uso de ocupação do solo, além do alvará. Eles não poderão transferir, alugar ou vender o novo espaço. O terreno onde será construído o centro popular pertence à prefeitura. Até então, o local ficou abandonado por cinco anos e servia de abrigo para ladrões, traficantes e usuários de drogas. (JD)