As alternativas para o desenvolvimento econômico e sustentável dos 19 municípios mato-grossenses que estão entre os que mais desmatam a Amazônia foram traçadas ontem, em evento em Cuiabá. O encontro entre gestores municipais, estaduais e federais buscou o maior entrosamento entre as esferas para colocar em prática as ações que geram renda a partir de áreas já degradadas ou mesmo por meio de formas de produção que não agridam o meio ambiente, na chamada Operação Arco Verde. O encontro antecedeu plano de ação preparado para abril, quando uma equipe multidisciplinar do governo federal virá a Mato Grosso e definirá o volume de recursos e projetos que cada município irá receber. Os municípios que tiveram participação na Operação Arco de Fogo tiveram suas economias brecadas, reduzidas. A Arco Verde veio como uma alternativa, mas infelizmente ela não acontece na mesma velocidade que as prisões, declara o governador Blairo Maggi. O chefe de Estado destaca que esta fase do projeto deixa de dizer o que não pode ser feito em cada propriedade e agora começa a mostrar para cada produtor como pode ser empreendido. A coordenadora nacional da Operação Arco Verde, Tereza Campello, detalha que o grande desafio é articular e organizar as ações já existentes. Ela citou como exemplo a regularização fundiária, que será tratada de forma mais ágil nos 19 municípios. A geração efetiva de empregos é outra prioridade. As ações práticas no Estado serão interligadas pelo MT Regional, por meio dos consórcios regionais.