CIDADES
Quarta-feira, 30 de Maio de 2012, 22h:07
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CASO MAIANA
Ainda não há data para o enterro
ALECY ALVES
Da Reportagem
Apesar das providências adotadas pela família, o diretor do Instituto Médico Legal (IML), médico Jorge Caramuru, informa que não há data para liberação dos restos mortais da adolescente Maiana Mariano Vilela, 16, para o sepultamento. Suely Mariano, mãe da adolescente Maiana, diz que já fez o orçamento do enterro, iniciou a negociação para o parcelamento das despesas, estimadas em pouco mais de R$ 6 mil, mas a data depende do IML. De acordo com Caramuru, pode ser que a liberação demore mais de 30 dias. Ele avalia que é difícil estimar um prazo por se tratar de ossada e não corpo. De Maiana, observa, encontrada morta 5 meses depois de seu desaparecimento, havia apenas ossos para serem examinados. Diferente de corpo, que passa por necropsia e logo em seguida é entregue à família, os ossos precisam passar por um processo de lavagem, secar ao natural durante dias e somente depois ser minuciosamente estudado em laboratório, explica Jorge Caramuru. Ainda será necessário, observa o diretor, retirar fragmentos da ossada para fazer o exame de DNA. Assassinada por asfixia em 21 de dezembro de 2011, dia de seu sumiço, por Paulo Ferreira Martins, 40 anos, e Carlos Alexandre Nunes da Silva, 30, Maiana estava enterrada em uma cova rasa na localidade de Ponte de Ferro, em Cuiabá. A polícia não achou nenhum documento ou roupa porque, segundo os próprios assassinos, foram queimas na chácara onde ela se dirigiu atendendo um pedido do namorado, empresário Rogério da Silva Amorim, 38, apontado como mandante do crime. Paulo, Carlos Alexandre, Rogério e Calisângela de Moraes, de 36, mulher do empresário, estão presos desde o dia 25, cumprindo prisão temporária de 30 dias. A mãe de Maiana, Suely, diz que tinha esperança de reencontrar a filha viva até o momento em que os assassinos apontaram o local e a polícia encontrou a ossada. Agora, o que alivia um pouco seu sofrimento pela perda é ver que os assassinos estão presos. Fico imaginando como alguém poderia ser tão cruel, matar uma menina que, como os próprios assassinos disseram, era educada, que não representava risco para ninguém, espanta-se. Suely fez referência à declaração de Paulo Martins sobre o tratamento recebido de Maiana quando esteve na casa da mãe de Rogério, dias antes do sumiço dela, com a intenção de matá-la. Esse primeiro plano foi frustrado por um telefone da mãe de Rogério ao celular da adolescente.