O principal pilar do desenvolvimento de Mato Grosso nos últimos 39 anos foi o agronegócio. O estado assumiu a liderança nacional na produção de soja, algodão e pecuária bovina. Produtores rurais criaram a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) com sede em Rondonópolis. Essa instituição é reconhecida internacionalmente como centro avançado da agricultura tropical e seus experimentos permitiram o desenvolvimento de cultivares resistentes e adaptados do clima mato-grossense. O resultado pode ser dimensionado pela produção e produtividade da soja cultivada no estado. O empresário Olacy de Moraes teve papel importante no desenvolvimento de Mato Grosso. Seu grupo empresarial iniciou a construção da ferrovia Ferronorte ligando São Paulo a Alto Taquari e Alto Araguaia. Posteriormente Olacyr vendeu o controle acionário da ferrovia, que hoje pertence à América Latina Logística (ALL). O trecho mato-grossense da ferrovia da ALL ganhou o nome do ex-senador Vicente Vuolo, um de seus principais idealizadores e autor da lei que estabelece a ligação ferroviária São Paulo-Cuiabá. A obra da ferrovia está empacada em Alto Araguaia, desde agosto de 2002, e segmentos sociais organizados juntamente com políticos defendem a retomada da obra e o prolongamento dos trilhos para Rondonópolis e Cuiabá. Além da ferrovia Olacyr também teve papel destacado na introdução do cultivo do algodão em Mato Grosso e no setor sucroalcooleiro. Suas empresas criaram a cultivar ITA-90, que predomina na cotonicultura do cerrado. A Usina Itamarati, em Nova Olímpia, do Grupo Olacyr de Moraes, é uma das maiores produtoras de açúcar do mundo. Grandes empresas cuiabanas também participam do desenvolvimento mato-grossense, a exemplo da Bimetal, Renosa, Construtora São Benedito e Concremax.(EG)