CIDADES
Sábado, 24 de Março de 2012, 14h:34
A
A
CASO UNISELVA
Advogados vão brigar na Justiça
JARDEL PATRÍCIO ARRUDA
Da Reportagem
Mais um capítulo se desenha no caso das supostas fraudes nas licitações da Fundação Uniselva. O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso, Francisco Faiad, promete acionar a advogada Luciana Serafim na esfera civil e criminal por conta do depoimento da jurista ao Ministério Público Federal (MPF), no qual ela confirma o suposto esquema de favorecimento. Vou entrar com todas as medidas judiciais possíveis. Criminais e civis. Não posso deixar que, por motivos políticos, se alumiem tantas mentiras, asseverou Faiad. Ele é o segundo a afirmar que irá interpelar judicialmente Luciana Serafim. O primeiro foi o diretor-geral da Uniselva, Sérgio Henrique Allemand Motta. O advogado também diz que um ofício datado de 25 de março de 2008, feito pela OAB, dirigido ao Diretório Central dos Estudantes da UFMT, à Adufmat e ao Sintuf, contradiz o principal argumento do depoimento da advogada: ajuda prestada pela OAB, na época presidida por Francisco Faiad, a Maria Lucia Cavalli Neder no pleito pela reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso em 2008. No ofício, a OAB se nega a dar qualquer parecer em relação às eleições por considerar isso fora da competência da Ordem. Para Faiad, um dos motivos que levou Luciana a confirmar o suposto esquema de fraude é a disputa eleitoral pela OAB-MT. Neste ano haverá novas eleições e Faiad é conselheiro federal da OAB na chapa do atual presidente da Ordem em Mato Grosso, Claudio Stábile. No depoimento, Luciana menciona ambos, o que para o ex-presidente seria um indício da motivação política. Luciana Serafim nega qualquer conotação política em seu depoimento. Ele salienta o fato de a autora da representação ser a ONG Moral, não ela. Tudo que fiz foi falar o que sabia dentro do processo. Nem sei como meu depoimento foi divulgado, mas ele acabou sendo publicado na íntegra. Só voltarei a me prenunciar dentro do processo. É um direito legítimo deles [processá-la] e estou tranqüila. A advogada também afirma que, até pouco tempo, não tinha conhecimento de ter sido arrolada como testemunha no caso e que a denúncia foi feita em 2011, enquanto a candidatura à presidência da OAB só teria sido decidida no início de 2012.