CIDADES
Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011, 20h:29
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PROFISSIONAIS DA SAÚDE
Adicional pode acabar em Cuiabá
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc) apura uma denúncia de cortes dos adicionais de insalubridade e periculosidade na folha de pagamento dos profissionais que atuam nos postos de saúde e policlínicas de Cuiabá. A medida, segundo o sindicato, já entraria em vigor na folha de pagamento do mês de janeiro que ainda vai ser liberada no dia 10 de fevereiro. Se efetivados, os cortes podem representar uma perda de até 30% na renda dos profissionais. Os prejudicados seriam enfermeiros, fisioterapeutas, auxiliares de enfermagem, entre outros, que lidam diretamente com pessoas em tratamento de doenças infecto-contagiosas, como tuberculose e hanseníase. Os adicionais são garantidos em lei para compensar os riscos diretos que os profissionais convivem diariamente. Para o presidente do Sispumc, Jaime Neves Metelo, os cortes só devem ocorrer nos pagamentos dos servidores que recebem o benefício de forma ilegal. A prefeitura tem que identificar e corrigir essas distorções punindo aqueles que estão recebendo sem direito, mas sem prejudicar todos os servidores, destaca. Segundo Metelo, muitos servidores da Saúde já procuraram o sindicato temendo a perda do benefício. No passado, o sindicato garantiu na Justiça a manutenção dos adicionais. Os cortes já motivaram até greve de servidores. O vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde, Carlos Alberto Eilert, também disse que muitos profissionais cogitam interromper os atendimentos se a situação não mudar. O maior prejudicado são os usuários do SUS Sistema Único de Saúde - que deixarão de ser atendidos. A insalubridade é um direito do trabalhador, reforça. Procurado, o prefeito Chico Galindo não foi encontrado para explicar como serão feitos os cortes dos adicionais. O secretário de Saúde, Maurélio Ribeiro, por meio da assessoria de imprensa, disse que não poderia falar de um assunto que ainda nem aconteceu. Já o secretário-adjunto de Saúde da Capital, Euze Carvalho, explicou que uma consultoria analisou como os adicionais são concedidos e que futuros cortes só ocorrerão nos salários dos servidores que recebem os benefícios de forma ilegal. BATALHA JUDICIAL O Tribunal de Justiça encaminhou esta semana a decisão sobre a greve dos médicos de Várzea Grande para a 1ª instância do Judiciário em Cuiabá. O Sindicato dos Médicos questiona a demissão dos profissionais durante a greve que, segundo o órgão, inviabiliza manter 60% dos médicos grevistas na rede básica de saúde. A prefeitura já entrou com embargo de declaração para que a discussão da greve continue no Tribunal.