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CIDADES
Quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2011, 21h:39

CRIME BÁRBARO

Acusados de estuprar bebê vão a júri

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O casal Azenil de Oliveira, de 29 anos, e Marcondes Dias de Moura, de 34, acusados de estuprar e tentar matar um bebê de um ano e 11 meses, será julgado no próximo dia 22 pelo Tribunal do Júri da comarca de Várzea Grande. O julgamento será presidido pela juíza Maria Erothides Kneipp Baranjak. Os réus serão julgados pelos crimes de tentativa de homicídio e estupro de vulnerável. Em abril de 2009, a polícia descobriu que o bebê foi estuprado pelo padrasto e o caso foi acobertado pela mãe. A violência foi tão grande, que a criança teve a genitália rasgada. Na tentativa de que o crime não fosse descoberto, o padrasto queimou a vagina da menina com uma panela quente. O processo tramitou pela Vara de Repressão a Crimes contra a Violência Doméstica de Várzea Grande pelos crimes de tentativa de homicídio e atentado violento ao pudor. O Ministério Público Estadual (MPE) entendeu que a tentativa de assassinato ocorreu para ocultar o crime sexual. Nos memoriais finais, a juíza entendeu que se tratava de um crime contra a vida e transferiu o caso para a 1ª Vara Criminal, responsável por crimes contra a vida. No final de outubro, a juíza Maria Erothides confirmou a denúncia. O casal está preso desde quando teve a prisão preventiva decretada. Marcondes será defendido pelo defensor público Flávio Marques e Azenil, pelo advogado Osny Cleber Rocha Auresco. O caso foi descoberto quatro dias após a Delegacia da Defesa da Mulher de Várzea Grande receber uma denúncia do Conselho Tutelar da Criança. As delegadas Daniela Maidel e Juliana Palhares estiveram no Pronto-Socorro onde conversaram com a médica responsável pelo tratamento da menina. A especialista confirmou a violência sexual. As delegadas solicitaram exame de corpo delito e o resultado comprovou o estupro. Então, foram atrás do casal e a mãe do bebê confirmou tudo. O bebê foi salvo pelo avô paterno dez dias após a abuso, ao estranhar o mau cheiro ao pegar a bebê no colo. Já no Pronto-Socorro, médicos descobriram que o bebê também estava sem se alimentar por mais de uma semana – nada foi encontrado no estômago ou no intestino. A violência foi tão grande que a panela quente provocou queimaduras de terceiro grau no pé direito do bebê. Em depoimento à delegada Juliana Palhares, a mãe da menina não só confirmou a violência como declarou ter visto o marido estuprando a própria filha. O pai e agressor, por sua vez, negou o crime e alegou que a menina se queimou com uma panela quente acidentalmente.

Edição EDIÇÃO 16968




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