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CIDADES
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008, 20h:41

VÉU DE NOIVA

Acesso apenas ao mirante

Laudo da Defesa Civil atesta risco quanto ao paredão e trilhas até a cachoeira, onde desmoronamento matou um

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Resultado do estudo feito pela Superintendência de Defesa Civil de Mato Grosso confirma que o paredão de arenito e as trilhas da cachoeira do Véu de Noiva, no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, caracterizam-se como áreas de risco. O documento com recomendações e sugestões foi protocolado pelo órgão na sexta-feira, no Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). O levantamento técnico aponta para a necessidade de que os turistas contemplem o local apenas usando o mirante e que o acesso às trilhas da área estudada seja restringindo e sinalizado, assim como o local onde ocorreu o desmoronamento do bloco de arenito, que feriu cinco pessoas. Uma das vítimas, Saíra Tamires Dutra dos Reis, 17 anos, morreu após 11 dias internada no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PMSC). O acidente ocorreu no dia 21 de abril. Desde então, o Parque Nacional está fechado para visitação. De acordo com o superintendente da Defesa Civil, major Agnaldo Pereira de Souza, a área total analisada foi de aproximadamente quatro hectares e abrangeu o paredão da cachoeira e as trilhas de entorno. Foram observados aspectos geológicos, geomorfológicos, pedológicos e antrópicos. Ao lembrar que as bordas de escarpas, cabeceiras de drenagem e veredas existentes na área constituem terrenos muito sensíveis à erosão, o estudo aponta que as trilhas próximas aos paredões oferecem risco para os visitantes em função da proximidade com os precipícios, além da falta de sinalização adequada e guarda-corpos em desacordo com as normas técnicas. Além disso, a trilha que dá acesso à base da cachoeira oferece risco quanto à queda de fragmentos de rochas. “Porém, a previsão do exato momento da queda é quase impossível, pois se trata de um processo resultante da interação dos fatores geológicos, geomorfológicos, climatológicos, naturais e antrópicos ao longo do tempo”, informa. O grau de severidade da trilha também potencializa a possibilidade da ocorrência de acidentes no local. O relatório aponta ainda para a necessidade de conclusão, o mais rápido possível, do Plano de Manejo da unidade de conservação, no qual deve conter um levantamento geotécnico aprofundado do paredão de arenito e das trilhas. Até lá, medidas devem ser adotadas de forma preventiva. A orientação é que seja disponibilizado para contemplação cênica apenas o mirante, levando em consideração, dentre outros aspectos, a capacidade de carga do local. “As demais trilhas da área estudada devem ter seu acesso restringido à visitação pública e conter sinalização específica”, traz.

Edição EDIÇÃO 16959




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