CIDADES
Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009, 21h:15
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VILA RICA
Ação culmina em R$ 55 mi em multas
Mais de R$ 55 milhões em multas foram aplicados na região de Vila Rica (1.261 quilômetros de Cuiabá) por conta da Operação Curuá, deflagrada em Mato Grosso, no início do mês, por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em áreas onde a Floresta Amazônica foi devastada ilegalmente. Mais de 16 mil hectares foram destruídos e, por conta disso, os fiscais do Ibama embargaram atividades nessas áreas e aplicaram 30 autos de infração. Os autos foram motivados principalmente por desmatamento não autorizado em áreas de reserva legal ou de preservação permanente. Na região de Alto Boa Vista, os principais alvos da operação Curuá foram duas fazendas que mantinham atividades ilegais dentro da reserva indígena Marawatsede, habitada por índios xavantes. As fazendas já possuíam histórico de multas devido à exploração da terra indígena. Ali, foram identificados 6 mil hectares de produção agrícola ilegal. A terra indígena também foi alvo de grilagem investigada pela Operação Pluma, deflagrada pela Polícia Federal no início de julho. As irregularidades encontradas na terra indígena com a Operação Curuá são recorrentes. A Marawatsede é uma das terras mais invadidas na região de Alto Boa Vista, destacou no início do mês o superintendente do Ibama em Mato Grosso, Pedro Alberto Bignelli. Na ocasião da Curuá, por exemplo, foi constatado que os fazendeiros invasores descumpriram o embargo aplicado por conta das últimas autuações, pelas quais ficou proibida a exploração agrícola das terras da reserva no caso, para a produção de grãos. Os fiscais do Ibama flagraram 10 tratores em plena atividade, preparando o solo para o próximo plantio, terra que ainda estava em processo de recomposição florestal devido ao desmate. Justamente devido à irregularidade na presença dos fazendeiros em terras de reserva no Estado, os fiscais do Ibama encontraram dificuldades para identificar os responsáveis por crimes ambientais. Na região, há um grande número de posseiros e assentamentos sem a mínima estrutura, além de problemas de documentação, onde algumas áreas possuem mais de um proprietário, dificultando sobremaneira o trabalho da fiscalização, relatou Lenine Barros Cruz, coordenador dos Guardiões Tocantinenses, uma força-tarefa formada por fiscais do Ibama do Tocantins. O Ibama tem mudado sua estratégia de operações na Floresta Amazônica. O órgão procura reforçar sua presença em fiscalizações, deslocando para isso equipes de outros estados e regiões para combater a destruição florestal.