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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 15 de Agosto de 2009, 13h:06

DESARMAMENTO

A cada 3h30, uma arma achada em MT

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A cada três horas e meia uma arma é apreendida em todo o Estado pela Polícia Militar. Os números do primeiro semestre deste ano são impressionantes. De janeiro a junho, foram retiradas de circulação 1.168 armas, sendo a maior parte revólveres calibre 38. Somente na Baixada Cuiabá – englobando Cuiabá, Várzea Grande e demais municípios próximos – foram 513 armas, uma média de quase três armas por dia. As apreensões ocorrem, na maior parte, durante prisões em flagrante em assaltos, mas o número significativo mesmo fica por conta da prisão por porte ilegal, em que os policiais fazem abordagem de rotina e localizam armas – a quase totalidade de revólver calibre 38. Em alguns casos, calibre 28, espingardas e também pistolas, conforme relatório da Polícia Militar. Para coronel Joelson Sampaio, comandante do Comando Regional I, que corresponde à área da Capital, as apreensões ocorrem porque foram intensificadas rondas em várias regiões da Capital. “Tantas armas apreendidas é conseqüência de um maior policiamento. As abordagens são feitas a qualquer hora do dia”, frisou. São abordagens a pessoas em bares, lanchonetes, em motocicletas e, também, em automóveis. Foi numa abordagem dessas, no início deste ano, em que PMs do 9º Batalhão apreenderam cinco armas num automóvel. A suspeita dos policiais é de que os portadores iriam praticar assaltos na região do Coxipó. Coronel Sampaio acredita que a maior parte das armas chega até Mato Grosso contrabandeada do Paraguai através de Mato Grosso do Sul. A partir daí, é vendida no mercado negro. A essas juntam-se revólveres e pistolas roubadas de vigias, policiais e até de pessoas que são assaltadas em casa, mas na hora de relacionar os bens roubados, omitem a arma. O número de revólveres com adolescentes também chama a atenção. Por ano, são mais de 200 – entre Cuiabá e Várzea Grande – abarrotando as duas Delegacias Especializadas do Adolescente (DEA) de procedimentos de ato infracional – equivalente ao inquérito. Embora a Polícia Militar não tenha uma estatística precisa a respeito, estima-se que cerca de 20% dessas armas – principalmente revólveres –estavam com adolescente. Esse número seria maior em Várzea Grande. “Temos centenas de armas apreendidas por aqui. É muita arma mesmo, sendo quase a maioria de revólveres”, informou um policial plantonista da DEA. O delegado Adalberto Oliveira, da DEA da Capital, explicou que a maioria das armas apreendidas com garotos faz parte do esquema “rent a gun” (aluguel de armas). Nesse plano criminoso, os adolescentes emprestam armas para praticar assaltos. O pagamento é feito com a venda dos produtos roubados. Divide-se o valor arrecadado e fica metade para o dono da arma e o restante, com o assaltante. “Esse esquema é muito comum”, observou.

Edição EDIÇÃO 16959




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