CIDADES
Segunda-feira, 02 de Março de 2009, 20h:46
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DOM AQUINO
À caça dos criminosos
Suspeito de efetuar disparo contra menina de 2 anos é
identificado; polícia quer desarticular gangues da área
DANA CAMPOS
Da Reportagem
A Polícia Civil identificou o suspeito de ter atirado e matado a pequena Ana Carolina Nunes de Lima Silva, de dois anos, no último sábado, durante tiroteio no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Conforme o delegado Márcio Pieroni, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a bala que atingiu o peito da menina teria partido de uma pistola manuseada por Adilson Matheus Pereira de Oliveira, 19, popularmente conhecido como Nenê. Segundo o delegado, Adilson tem um pedido de prisão preventiva em aberto desde o ano passado pelos crimes de tentativa e homicídio. Adilson e outros três homens suspeitos de terem participado do crime estão foragidos. Até o fechamento da edição, eles não haviam sido presos. Já foram detidos Cleverson Patrick Ferreira do Carmo, 20, e Adriano Pereira de Oliveira, 27. Segundo relato de moradores, Nenê já teria matado pelo menos quatro pessoas no bairro. Uma delas seria o filho da dona-de-casa Solange do Nascimento Maciel, de 42 anos. Ele matou meu filho a sangue frio. Ele tinha apenas 17 anos de vida, relata Solange, revoltada com a violência constante no Dom Aquino. No dia do crime, além de Ana Carolina, outras cinco pessoas foram atingidas, sem gravidade, pelos disparos o tio da menina, outra criança, de dez anos, mais três homens , efetuados por membros de uma das gangues que amedrontam os moradores do Dom Aquino há pelo menos oito anos, segundo a mãe de Ana Caroline, Francielly Nunes de Oliveira Silva, 22. Os disparos foram efetuados na noite de sábado, em frente a um espetinho do bairro. Até então, a polícia identificou três quadrilhas: Aldeia, Brejinho e Morro do Tambor. Porém, moradores afirmam que há mais uma, denominada Copagaz. Estamos cansados de tanta violência. Aqui não tem hora para matar. É de manhã, de tarde, de noite, de madrugada, reclama a estudante Soriane de Souza, 21, grávida de sete meses. Moradora do bairro desde que nasceu, a mãe de Ana Carolina frisa que não tem mais condições de continuar a morar no Dom Aquino. Enquanto anunciava a mudança, um motoqueiro passava pela rua olhando em direção à casa dela. O suficiente para acionar uma onde de medo. Vão para dentro. Já é a segunda vez que aquele motoqueiro passa olhando para cá, ordenou Francielly às crianças da casa. Conforme o delegado Márcio Pieroni, a Polícia Civil vai contar com o apoio do Ministério Público (MP) e do Judiciário para levantar todos os homicídios e tentativas de homicídios relacionados a todos os integrantes das gangues que atuam no Dom Aquino. O delegado também afirma que um trabalho conjunto com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes está sendo feito para identificar os líderes dessas quadrilhas. O que eles fizeram foi uma atitude terrorista, mas a polícia vai usar de todos os meios legais para detê-los.