Carregamento no valor de R$ 5,8 mi era transportada em fundo falso
THAÍSA ELIS
Diário Regional/Rondonópolis
A Polícia Federal (PF) flagrou na tarde de ontem 645 quilos de cocaína no fundo falso de um caminhão que transportava quirela de arroz, durante uma operação de rotina e treinamento de novos policiais no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rondonópolis (212 km de Cuiabá). A apreensão ocorreu durante a tarde e surpreendeu policiais diante da alta quantidade da droga transportada num único carregamento. No comércio ilegal de drogas, a carga corresponderia ao total de R$ 5,8 milhões. A apreensão dos mais de 600 kg de cocaína é a maior desde 2000, quando a PF se instalou em Rondonópolis. O caminhão foi carregado em Várzea Grande e seguia para Santa Maria da Serra, no interior do Estado de São Paulo. O delegado da PF em Rondonópolis, Tales Souza Frausini Pereira, explicou que os policiais federais estavam realizando barreiras de rotina na BR-364 e ainda treinando os novos integrantes da corporação, quando abordaram o motorista profissional, de 24 anos, para averiguar a carga que ele estava transportando. O nome não foi divulgado pela PF. Segundo o delegado, o motorista ficou muito nervoso e os policiais desconfiaram que ele estivesse com carga ilegal. A partir da suspeita, o caminhão foi conduzido à unidade da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), onde foi descarregado e após minuciosa análise da estrutura frontal dos reboques foram encontrados centenas de tabletes envoltos em bexigas, entre as chapas de aço, antecipadamente preparadas para esse fim. Tales esclareceu que os tijolos de cocaína estavam escondidos dentro de bexigas de plástico para que o cheiro não ficasse muito forte. Além das bexigas, o delegado afirmou que repelentes com cheiro de eucalipto também foram jogados no local onde a droga estava e a partir daí, os policiais a encontraram facilmente. O motorista mora em Cuiabá e confessou à PF que pegou a droga de um homem que conheceu em Cáceres. Ele afirma não saber o nome do fornecedor da droga e alega que essa é a segunda vez que transporta cocaína para essa pessoa. De acordo com o motorista, na primeira vez que transportou o entorpecente, ele levou 20 quilos de cocaína e fez o mesmo percurso que estava fazendo dessa vez, de Várzea Grande rumo ao interior de São Paulo. O motorista alegou à polícia que não sabia a quantidade de drogas que estava transportando.