200 aderem a ato nacional e protestam em ruas de Cuiabá
Em defesa dos empregos e salários da classe trabalhadora, um protesto reuniu cerca de 200 pessoas durante a manhã de ontem, na Praça Alencastro, simultâneo a diversos outros atos públicos pelo Brasil. Contando com centrais sindicais, movimentos sociais e entidades de classe, a manifestação sintetizava a reação dos trabalhadores ante os efeitos da crise financeira mundial, sob o grito de Nós não vamos pagar pela crise do capital. Parte atuante do protesto, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat) conseguiu esvaziar cerca de 80% da universidade durante as aulas de ontem como forma de protesto, segundo o presidente da entidade, Carlinhos Eilert. Assim como acontece para trabalhadores de outros setores neste momento de crise, fatos recentes geram incertezas em relação a salários, condições de trabalho e geração de empregos no ensino superior federal, conforme aponta Carlinhos. O professor se refere principalmente ao corte orçamentário de R$ 21 bilhões anunciado este mês pelo governo federal, o que deve provocar reflexos negativos na educação.