A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) divulgaram ontem o balanço final da Operação Drágea, deflagrada em conjunto esta semana para coibir a comercialização ilegal de medicamentos contrabandeados, falsificados ou sem registro. Estima-se que as apreensões somem 60 toneladas em produtos ilegais, entre fitoterápicos, psicotrópicos e cosméticos. Onze pessoas foram indiciadas e 8 foram presas em flagrante em Cuiabá e Várzea Grande. A maioria dos indiciados durante a operação deve responder pelo crime de venda de medicamento sem registro. A pena varia de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa. Um dos indiciados deve responder por tráfico de drogas devido à presença de anfetaminas entre os produtos apreendidos. Ao todo, foram encontradas cerca de 1.630 caixas de medicamentos controlados. A pena para o tráfico desse tipo de produto varia entre 5 e 15 anos. Além disso, outro enquadramento possível é o crime de contrabando e descaminho (reclusão de até 4 anos). Entre a variedade de produtos apreendidos, a grande parte não possuía registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Outros eram de uso controlado, ou seja, só podem ser comercializados mediante receita médica. Do contrário, a venda é considerada tráfico de entorpecente. Contudo, junto ao material apreendido, foram encontradas 60 receitas de medicamento. A venda dos remédios será investigada. Outros tipos de produtos apreendidos foram os contrabandeados de uso exclusivamente hospitalar vendidos ilegalmente, como abortivos e medicamentos para disfunção erétil. Além disso, havia perfumes importados ilegalmente e uma ampola falsificada de anabolizante. Em parceria com as vigilâncias sanitárias estadual e municipal, a operação interditou 16 estabelecimentos, sendo 10 distribuidoras de remédios (4 fechadas parcialmente), 5 farmácias e uma indústria de embalagens para remédios que atuava como distribuidora. A última foi flagrada nesta quinta-feira em Várzea Grande. (com assessoria)