O sub-relator de sistematização da CPI dos Cartões Corporativos, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), protocolou ontem uma representação no Ministério Público Federal contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por improbidade administrativa, segundo a assessoria do tucano. Sampaio também representou contra outras 15 pessoas, incluindo a assessora e braço direito da ministra, Erenice Guerra, acusada de elaborar o dossiê. Se a procuradoria entender como pertinente a representação, pedirá abertura de ação na Justiça Federal contra os citados, pois não há foro privilegiado para autoridades em processos de improbidade administrativa. A ação pode resultar em pagamento de multa e na inelegibilidade dos citados, em caso de condenação. Dilma Rousseff chegou a instaurar uma sindicância para apurar o vazamento das informações, mas, segundo o deputado, a elaboração - e não só o vazamento - deveria ter sido investigado. "Todos que confeccionaram o dossiê fizeram um ato imoral e feriram também o princípio da impessoalidade. Todo ato administrativo tem de ser impessoal", comentou. Os partidos de oposição alegam que a elaboração do suposto dossiê teve como objetivo impedir a instalação da CPMI dos Cartões Corporativos e evitar a investigação dos gastos do governo com esse tipo de cartão."Estou reunindo todas as provas de que se trata de um dossiê feito com finalidade escusa de constranger o PSDB e de impedir a instalação da CPI", continuou Carlos Sampaio. Hoje, a CPI se reúne para a votação de requerimentos.