BRASIL
Sábado, 22 de Julho de 2006, 14h:02
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CASO RICHTHOFEN
Suzane é Cravinhos são condenados por assassinato
Após cinco dias de julgamento, Suzane, Cristian e Daniel Cravinhos foram condenados na madrugada de ontem pelo assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em 30 de outubro de 2002. Suzane, filha das vítimas, foi sentenciada a 39 anos e 6 meses de prisão, mesma pena de seu ex-namorado, Daniel. A punição do irmão dele, Cristian, foi de 38 anos e 6 meses. Eles não poderão recorrer em liberdade. A sentença foi anunciada pelo juiz Alberto Anderson Filho às 2h. Segundo o advogado de defesa de Suzane, Mauro Otavio Nacif, quatro jurados votaram por sua absolvição e três pela condenação. Em relação aos Cravinhos, a votação do júri foi de sete a zero, disse ele. Os jurados aceitaram as três qualificadoras para os três réus: crime cometido por motivo torpe (dinheiro), realizado de forma cruel (a golpes de barra de ferro) e sem possibilidade de defesa (o casal dormia). Às 22h de anteontem, com um suspiro de alívio, o juiz ouviu promotores e defensores aprovarem os quesitos que ele elaborara e que seriam submetidos à apreciação dos jurados. Ainda no plenário, Anderson perguntou aos jurados se se sentiam em condições de julgar. Todos assentiram e foram para a "sala secreta. No total, os jurados tiveram de responder a 58 perguntas sobre os três réus, que lhes foram apresentadas e explicadas, uma a uma, pelo juiz. Escolheram cédulas de "sim" ou "não para cada pergunta e as depositariam em urnas. A votação encerrou-se anteontem às 23h45. Em seguida, o juiz apurou os votos e começou a redigir a sentença. As perguntas sobre Daniel e Cristian referiram-se, principalmente, à autoria do duplo homicídio, com quesitos versando sobre as circunstâncias qualificadoras. Houve, por exemplo, perguntas sobre motivo torpe (O réu matou por motivo torpe, para obter dinheiro?) e sobre o uso de meio cruel (O réu usou de meio cruel que causou intenso e inútil sofrimento à vítima?) JURADOS Os jurados tiveram de responder a uma série de perguntas sobre o assassinato de Manfred e outra sobre o de Marísia. É que a defesa dos Cravinhos insistiu em que eles só deveriam ser punidos pela morte de uma vítima cada um. Foi também perguntado se os réus cometeram "fraude processual" -alteração do local do crime, para fazer parecer que havia ocorrido um latrocínio (roubo seguido de morte).