O empresário Djalma Brugnara Veloso, 49, suspeito de ter matado a mulher, a procuradora federal Ana Alice Moreira de Melo, apresentava lesões típicas de suicídio quando seu corpo foi encontrado, no final da noite de anteontem, em um motel de Belo Horizonte. A informação é de policiais civis que estiveram no local. O corpo do empresário apresentava vários ferimentos de faca e estava em cima da cama de uma das suítes do motel. Segundo a Polícia Militar, uma faca foi encontrada embaixo do braço da vítima. A morte dele vai ser investigada pela Delegacia de Homicídios, de Belo Horizonte. A procuradora foi morta a facadas na madrugada de quinta-feira, na casa onde morava a família, em um condomínio de luxo em Nova Lima. Segundo a delegada Renata Fagundes, que investiga a morte da procuradora, há fortes indícios de que Veloso tenha matado a mulher. Veloso teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na tarde de ontem, mas não havia sido encontrado. Ele era considerado foragido. A delegada informou que vai ouvir ainda três testemunhas sobre a morte e aguardar o laudo da necropsia para pedir o arquivamento do caso, já que não há mais possibilidade de punição do autor. O casal estava em processo de separação e Ana Alice já havia registrado um queixa contra o marido por ameaças. A Justiça havia determinado que Veloso mantivesse uma distância mínima de 30 metros dela e dos dois filhos do casal e não frequentasse locais públicos em que ela estivesse. Segundo a delegada, ele, no entanto, continuava frequentando a casa da família. O advogado Guilherme Colen, que representa a família de Veloso, disse que parentes tentaram entrar em contado com Djalma na quinta-feira, mas não conseguiram. "Todo o dia foi tentado contato com ele para evitar um mal maior e para que pudessem protegê-lo"º, disse o advogado. O advogado afirmou que não há interesse da família em divulgar informações sobre o relacionamento do casal agora que Djalma está morto e que vai aguardar a conclusão da perícia técnica para se manifestar.