BRASIL
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012, 21h:31
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Sócio de empresa que fazia reforma nega irregularidades
Sérgio Alves, sócio-diretor da empresa TO - Tecnologia Organizacional, afirmou em entrevista nesta sexta-feira que as obras realizadas no 3º e 9º andar no edifício Liberdade, que desabou quarta-feira (25), não tinha irregularidades. De acordo com Alves, as intervenções retiraram apenas paredes de tijolos, o que, segundo ele, não altera a estrutura do prédio. "O que altera a estrutura é parede de concreto ou com alguma viga. Não havia isso", disse ele. Alves disse que, por esse motivo, não havia necessidade de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) assinada por um engenheiro. O laudo da obra no 3º andar foi feito após ter sido exigida pelo síndico do prédio, Paulo Renha. A do 9º, iniciada há oito dias, segundo Alves, ainda não tinha laudo por problemas pessoais do engenheiro Paulo Brasil. Ele disse que a planta apresentada para as obras do 3º e 9º andar foi feita pela gerente da TO, Cristiane Azevedo, copiada de projeto anterior feito por uma arquiteta por ocasião de obra feita pela empresa em outro andar. "Eu trabalhava ali todos os dias, tinha amigos, pessoas que eu formei ali, que frequentavam a minha casa. Não faria algo para ocorrer isso", disse Alves. Mais cedo, Lucia Navarro, mulher do empresário Roberto Monteiro, outro sócio da TO, chamou de "irresponsáveis" as acusações contra a empresa. Em sua página no Facebook, ela comentou: "Isso é um ato irresponsável por parte da imprensa, do Crea [conselho de engenharia e arquitetura do Rio] e da prefeitura. Uma reforma para decoração não derruba um prédio". O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou anteontem que os indícios apontam que é improvável que o desabamento dos três prédios tenha sido causado por uma explosão. A principal hipótese aponta para um problema na estrutura de um dos prédios.