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BRASIL
Terça-feira, 03 de Janeiro de 2012, 19h:43

CHUVAS EM MG

Sobe para 7 o número de mortos

A Defesa Civil de Minas Gerais informou ontem que subiu para sete o número de mortos no Estado em decorrência das chuvas. A última morte confirmada foi a de um homem no município de Guidoval, na Zona da Mata mineira. Ele foi levado pela correnteza ocasionada pela enxurrada que assola a região. Outros dois homens foram soterrados na manhã de ontem em Ouro Preto (MG) por escombros de terra. As vítimas eram taxistas e estavam dentro de um veículo que foi atingido por um deslizamento. Os bombeiros conseguiram localizar o corpo de Juliano Alves, 28 anos. Ainda há duas pessoas desaparecidas: uma mulher em Santo Antônio do Rio Abaixo, que teve a casa levada pela enchente, e um homem em Ponte Nova. O número de cidades que decretaram situação de emergência subiu para 53. Os feridos somam 32 em todo o Estado e os desabrigados chegam a 404. AJUDA Ontem à tarde o governador Antonio Anastasia e o vice-governador Alberto Pinto Coelho se reuniram com secretários de Estado, comandantes da Defesa Civil, Polícia e Bombeiros Militares para uma avaliação dos estragos causados pelo mau tempo em Minas. O governador determinou que todas as áreas do governo priorizem a ajuda à população atingida. "O objetivo de sempre é evitar as perdas humanas, através do trabalho de prevenção, da identificação das áreas de risco, evitando os desmoronamentos. Com relação à assistência, tomamos as medidas para dar toda atenção àquelas cidades que estão mais prejudicadas", destacou Anastasia. O governador disse ainda que recebeu durante a manhã um telefonema da presidente Dilma Rousseff. "Ela ofereceu solidariedade e indagou sobre as necessidades. Expliquei que já estamos adotando as medidas normais", disse. RIO Balanço da Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro, divulgado na tarde de ontem, registrou 19 cidades atingidas pelas chuvas. Três pessoas morreram, duas em Laje do Muriaé e uma em Miguel Pereira. No total, em todo o Estado, são 3.108 pessoas desalojadas (na casa de parentes e amigos) e 707 (dependem de abrigos públicos) desabrigados. Foram registrados ainda 367 deslizamentos, 84 residências destruídas, uma vítima, 41 casos de inundação, 21 de enxurradas e três de desabamentos. A cidade mais prejudicada foi Laje do Muriaé, na região noroeste do Estado. São 2.000 pessoas desalojadas na cidade e 200 desabrigadas. O município tem cerca de 7.500 habitantes, segundo o Censo 2010. Um homem morreu quando tentava resgatar documentos na casa inundada. Segundo a prefeitura, o aposentado Walter Abreu de Andrade, de idade estimada em 55 anos, morreu após escorregar e cair. A Defesa Civil não informou detalhes da outra morte que ocorreu em Laje de Muriaé. A prefeitura diz que chove forte na cidade desde a última sexta-feira (30). Além disso, o nível do rio Muriaé, que nasce em Minas Gerais, subiu muito, alagando diversos bairros. A terceira morte no Estado foi de Armando Saldanha Castro, 56, que teve um infarto após um barranco cair sobre sua casa no município de Miguel Pereira, no centro-sul fluminense, na segunda-feira.

Edição EDIÇÃO 16960




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