Um grupo de 30 sem-terra iniciou um período de jejum por tempo indeterminado, diante da sede do Ministério Público Federal em Porto Alegre, para protestar contra o que qualifica de "criminalização do movimento social" por procuradores da República, promotores e procuradores de Justiça, juízes e governo do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira. Os manifestantes se instalaram na calçada da esquina da Avenida Júlio de Castilhos com a Praça Rui Barbosa ao amanhecer, anunciaram que só vão ingerir água e prometeram ficar no local até a solução dos atuais impasses que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) enfrenta no Rio Grande do Sul. Alguns representantes do grupo foram recebidos pelo procurador-chefe do MPF/RS, Antônio Carlos Welter, a quem apresentaram a pauta de reivindicações. Os sem-terra querem que o Ministério Público desista da ação de despejo que moveu contra 400 famílias acampadas dentro de um assentamento em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre