Senadores da base aliada do governo e da oposição criticaram ontem o "recesso branco" decretado na Casa Legislativa nesta semana em conseqüência das festas juninas e das convenções partidárias para as eleições de outubro. Com os corredores do Senado vazios, os poucos parlamentares que compareceram à Casa nesta segunda-feira demonstraram insatisfação com a paralisia nas votações do plenário determinada pelo presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN), com o aval dos líderes partidários. "Eu acho um absurdo. As festas juninas são tradição em poucos Estados do Nordeste, mas para a população o dever do parlamentar é estar no Congresso atuando. Se levarmos em conta as quadrilhas que existem no país, não apenas as juninas, nunca mais vamos trabalhar, já que tivemos mensalão, sanguessugas, cartões corporativos", reagiu o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O tucano disse que a "desculpa' das convenções partidárias para a escolha dos candidatos nas eleições municipais também não "cola", uma vez que ocorrem sempre nos finais de semana. "Essa desculpa é pior ainda, nenhum partido realiza convenções no meio da semana. Além disso, só teremos três senadores candidatos a prefeitos."