BRASIL
Terça-feira, 24 de Março de 2009, 20h:26
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SUCESSÃO
PSDB aguarda aval para fazer prévias
LUCIANA NUNES LEAL
Da Agência Estado Brasília
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou ontem que o partido fará prévias no segundo semestre, se os governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, não chegarem a um acordo sobre o candidato à sucessão presidencial em 2010. O PSDB aguarda a resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a consulta feita pelo partido sobre os limites das prévias. A decisão estava prevista para a sessão do tribunal desta noite. O relator, ministro Felix Fischer, deu parecer bastante restritivo à propaganda e ao financiamento das prévias pelos partidos e falta a decisão final do tribunal. "Não havendo entendimento de Serra com Aécio e de Aécio com Serra, faremos prévias. E faremos tudo dentro da lei. Estamos acusando o governo de propaganda antecipada, não podemos escorregar", declarou o senador. No parecer, o relator diz que as prévias poderão acontecer até o dia 30 de junho do ano da eleição, ou seja, 2010 Entende ainda que a propaganda deve ficar restrita ao partido e, portanto, não deve haver propaganda dos candidatos na internet. Fischer afirma também que os partidos podem usar o fundo partidário e receber doações de pessoas físicas e jurídicas para a propaganda intrapartidária. Os candidatos individualmente, no entanto, não poderão receber doações. Guerra participou, na Câmara, da solenidade de abertura dos congressos municipais do PPS, que integra o bloco de oposição, ao lado dos tucanos e do DEM. O presidente do PPS, ex-deputado Roberto Freire, decidiu adiar por enquanto a iniciativa de fazer prévias no partido para escolher entre Aécio e Serra. "Pretendemos fazer, provavelmente em agosto, ao fim do congresso nacional. Mas não vamos fazer agora, porque o TSE pode vir em cima de nós", justificou Freire. Sérgio Guerra disse que a realização ou não de prévias no PPS "é assunto interno" do partido de Roberto Freire. "Já temos preocupações demais no PSDB", comentou o senador. "Eles podem fazer o que quiserem e acharemos muito bom. O importante é que o PPS entre na nossa campanha. Todos querem que o PSDB se resolva", disse o senador tucano.