BRASIL
Terça-feira, 10 de Abril de 2012, 20h:33
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PROTECIONISMO
Presidente Dilma reitera críticas
RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil Brasília
Em defesa da ampliação dos mercados externos para o Brasil e os países emergentes, a presidente Dilma Rousseff condenou, em Washington, nos Estados Unidos, o protecionismo internacional, adotado principalmente pelas nações desenvolvidas, que impõe restrições às exportações. O governo repudia toda e qualquer forma de protecionismo, inclusive o cambial, disse ela. Dilma chamou a valorização de moedas de doença holandesa e classificou a alta do petróleo como prejudicial porque despreza as necessidades de populações pobres em benefício de pequenos grupos econômicos. Ela discursou durante encontro com empresários norte-americanos e brasileiros, além de representantes de universidades. A exemplo do que ocorreu no mês passado, na Índia, a presidente reiterou que o combate aos efeitos da crise econômica internacional não deve se basear apenas em medidas de políticas de expansão fiscal e regressão de direitos sociais dos trabalhadores. Segundo ela, é fundamental implementar ações que estimulem o crescimento da economia com distribuição de renda e inclusão social. [O cenário econômico mundial] gera motivos de inquietação [em todos]. Nenhum país está imune, disse a presidente, lembrando que o assunto será debatido durante a Conferência Rio+20, de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. Segundo ela, os líderes mundiais devem enfrentar os novos paradigmas do século: [Trabalhar pelo] crescimento econômico com inclusão social e preservando o meio ambiente. Dilma concluiu ontem a visita de dois dias aos Estados Unidos, com palestras em Boston, nas universidades de Massachusetts e Harvard. As duas instituições têm mulheres no comando. A presidenta aproveitou a oportunidade para assinar acordos inseridos no programa Ciência sem Fronteiras que pretende enviar 100 mil pesquisadores brasileiros para o exterior até 2014, a maioria para instituições norte-americanas. CLASSE MÉDIA A presidente Dilma Rousseff reiterou, em Washington, que a crise econômica mundial impõe a todos a busca pela superação de paradigmas e de novas oportunidades. No caso brasileiro, o crescimento da classe média é o estímulo para o país manter os esforços para o crescimento econômico, disse a presidenta. Segundo ela, mais brasileiros serão incluídos neste nicho da sociedade, alcançando 60% da população em 2018. [A classe média] é a chave para a força e a capacidade de crescimento da economia em nosso país, ratificou a presidenta, durante encontro com empresários norte-americanos e brasileiros, além de representantes de várias universidades. A crise econômica internacional impõe a nós imensos desafios. Mas tem sido também a oportunidade para ultrapassar paradigmas.