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BRASIL
Segunda-feira, 01 de Dezembro de 2014, 19h:45

AIDS

População cobra mais esclarecimento

ISABELA VIEIRA
Da Agência Brasil – Rio
Ativistas, especialistas e parentes de pessoas com aids cobraram ontem, Dia Mundial de Luta contra a Aids, mais campanhas de esclarecimento sobre a doença. No 1º Encontro Carioca de Combate à Aids, feito no Centro Cultural Cordão da Bola Preta, eles avaliaram que a doença migrou para populações mais pobres e vulneráveis. Os participantes do encontro concluíram que a aids só será superada com o enfrentamento à violência de gênero, à homofobia e à pobreza. Mulheres e jovens estão entre as maiores vítimas no país, segundo o Ministério da Saúde. “A população menos favorecida é a que mais sofre. A aids se localizou entre os setores menos privilegiados, entre os mais pobres, os mais jovens, gays e pessoas da terceira idade. As mais ricas, quando infectadas, têm plano de saúde, saem do país para se tratar”, disse o coordenador de Projetos da Associação Brasileira Interdisciplina de Aids (Abia), Vagner de Almeida. Na opinião dele, uma forma de enfrentar o problema é colocar a aids na agenda pública, como se fazia há 20 anos, esclarecendo e alertando para a doença e métodos preventivos. Essa é a mesma avaliação da represente da Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/Aids (ICW, sigla em inglês), Juçara Portugal Santiago. Ela acredita que o estigma e o preconceito são os maiores desafios para conter a transmissão. Além de enfrentar a pobreza e cobrar ações de combate à violência de gênero, ela defende mais “Vejo pessoas reagindo hoje do mesmo modo que vi quando entrei nesse mundo, em 1992. À época, o Brasil não tinha nem remédios. Não se falava sobre camisinha e havia muito preconceito”, lembrou. Hoje, ela sugere que mulheres, por exemplo, testem a camisinha feminina e percam a aversão. “As mulheres têm dificuldade de usar [o preservativo feminino] e atribuem essa responsabilidade ao homem. Mas, depois que usa, ela se sente segura. Passa a não depender mais da negociação [do preservativo] com o parceiro ou parceira”, comentou.

Edição EDIÇÃO 16961




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