As prisões efetuadas pela Polícia Federal (PF) ao longo do dia pela Operação Castelo de Areia tiveram como ponto de partida o crime de evasão de divisas praticado por integrantes de "alto escalão de uma grande empreiteira", disse o delegado regional de combate ao crime organizado da superintendência da PF em São Paulo, José Alberto Iegas. Os nomes da construtora Camargo Corrêa, dos quatro diretores e das duas secretárias presos ontem não foram citados pelo delegado na entrevista coletiva concedida ontem à tarde. Iegas ressaltou, no entanto, não ser possível dizer que o dinheiro remetido ilegalmente era da empreiteira ou dos executivos da empresa. "Existem fortes indícios de que a empresa utilizava-se de empresas offshore e de operações dólar-cabo (movimentação de conta corrente de terceiros no exterior, evitando assim o controle do Banco Central), por meio de empresas, em princípio laranjas, para remeter remessas ao exterior", respondeu.