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BRASIL
Sexta-feira, 14 de Março de 2014, 21h:07

RIO

PMs e traficantes trocam tiros

Policiais foram alvos de tiros de traficantes na localidade conhecida como Terreirão, no alto da comunidade, na manhã de sexta-feira, horas depois de o subcomandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, morrer num ataque de bandidos, na UPP da Rocinha, na Zona Sul da cidade, O tenente Leidson Acácio Alves, 27 anos, foi atingido na testa por disparos efetuados por um grupo de cerca de 20 traficantes enquanto patrulhava a área a pé, junto com outros policiais. Ele foi socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos. A Vila Cruzeiro é uma das quatro UPPs do Complexo da Penha, na zona norte do Rio. O policial, que era subcomandante da unidade da Vila Cruzeiro, é o 11º agente de uma UPP a ser assassinado somente em 2014. Alves foi morto menos de 24 horas depois o início da ocupação na Vila Kennedy e da favela do Metral, comunidades da zona oeste da capital fluminense, onde será instalada a 38ª UPP do Rio. Em entrevista coletiva na manhã de ontem, durante uma cerimônia de formatura de novos soldados da Polícia Militar, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, classificou a morte do PM como terrorismo e disse que não vai admitir mortes de policiais. BOPE O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, instalou ontem uma companhia de instrução do Bope dentro do Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro. De acordo com o secretário, no local será realizado treinamento aos policiais da UPP. Ainda segundo Beltrame, a PM vai desencadear diversas operações em comunidades cujos criminosos pertencem à mesma facção do Alemão. Ele disse que informações de inteligência apontam que houve ordem de presídios federais para ataques a sedes de UPP, porém este não foi o caso da morte do subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, Leidson Acácio Alves, atingido em um patrulhamento durante a madrugada. Durante a formatura dos novos policiais, Beltrame lamentou a morte do aspirante a oficial, mas disse que isso não vai abalar o serviço da corporação. Lembrando que também é pai, o secretário defendeu a corporação e afirmou que se sente na obrigação de “trabalhar 25 horas por dia” para defender os novos policiais. CEAGESP Dois pelotões da Tropa de Choque da Polícia Militar do estado de São Paulo, reunindo 120 policiais, entraram ontem na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e controlaram atos de vandalismo, em meio às manifestações de protesto contra a cobrança de estacionamento no local. Segundo a PM, a polícia só entrou nesse horário porque as cinco viaturas com dez policiais, que estavam nas proximidades, eram insuficientes para a intervenção e necessitavam de reforço da Tropa de Choque. Além de quebrar as cabines de pedágio, os manifestantes atearam fogo a caixas de frutas e outros objetos, queimando e destruindo, totalmente, um caminhão e um carro.

Edição EDIÇÃO 16960




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