BRASIL
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012, 19h:17
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CONTRAVENÇÃO
Patrono da Beija-Flor é preso pela Polícia Civil
Policiais da Corregedoria da Polícia Civil prenderam, na manhã de ontem, em Copacabana, zona sul do Rio, Aniz Abraão David, o Anísio, patrono da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. Segundo a assessoria da Polícia Civil, Anísio foi detido em frente a um laboratório médico na Nossa Senhora de Copacabana com Hilário de Gouveia. De acordo com investigações da Polícia Civil, Anísio seria o dono dos pontos de jogo do bicho na Baixada Fluminense. Ele estava desaparecido desde dezembro quando foi deflagrada a operação Dedo de Deus. A investigação apurou que os bicheiros modificavam os resultados do jogo para prejudicar os apostadores. Dias depois da operação, Anísio havia obtido um habeas corpus para responder o processo em liberdade. Essa liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça do Rio permitindo a prisão dele. A operação Dedo de Deus foi deflagrada em dezembro e prendeu, na ocasião, 44 pessoas envolvidas com o jogo do bicho no Rio. Na ocasião, foram apreendidos cerca de R$ 500 mil em dinheiro, sendo R$ 115 mil no barracão da escola de samba Beija-Flor - vencedora do último Carnaval. PRISÕES A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu 3.349 contraventores em ações contra o jogo do bicho em 2011. Segundo informou ontem a Secretaria de Segurança, o número é considerado o maior resultado da história no Estado em um único ano. "Chegou a hora da sociedade decidir o que deseja do jogo do bicho. Ou se criminaliza essa prática, ou se legaliza", disse o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Na terça-feira, segundo a secretaria, ele deu voz de prisão a Roberto de Azeredo Coutinho, anotador de jogo de bicho que atuava nas esquinas das ruas da cidade. Foi a sexta vez que o secretário prendeu o anotador, informou o governo. "Esta situação é um absurdo. Prendemos esses anotadores e depois eles são liberados quando chegam às delegacias, porque a legislação não permite mantê-los presos", disse Beltrame. "Não há território intocável no Estado. O combate a corrupção e a contravenção são metas estabelecidas e que estão sendo cumpridas rigorosamente", disse a chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha. De acordo com o órgão estadual, a PM foi orientada a priorizar operações em larga escala e, de 17 de outubro a 26 de dezembro, 1.044 pessoas foram presas, sendo 213 acusados de ligação com caça-níqueis e 831 ligados ao jogo do bicho. Na última sexta-feira, 197 pessoas acusadas de ligação com o jogo ilegal (apontadores e auxiliares) foram presas. Outras 30 foram presas em flagrante com máquinas caça-níqueis. O recorde de material apreendido foi em 17 de outubro, quando 290 máquinas caça-níqueis foram apreendidas, bem como 1.074 talonários de jogo do bicho. OPERAÇÃO Em 15 de dezembro, a operação Dedo de Deus, da Polícia Civil, prendeu 44 pessoas acusadas de envolvimento com o jogo ilegal. Durante a ação, foram apreendidos documentos e cerca de R$ 2 milhões escondidos em sacos no esgoto na casa de Helinho de Oliveira, presidente da escola de samba Grande Rio, que estava foragido.