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BRASIL
Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010, 19h:20

CAMPANHA

Para coordenação, ofensiva na rua já cumpriu seu papel

JOÃO DOMINGOS
Da Agência Estado – Brasília
Os coordenadores da campanha de Dilma Rousseff informaram ontem que a tarefa de incendiar a militância no segundo turno em busca de votos dos indecisos e da ocupação das ruas e praças cumpriu seu papel. Agora, tentam controlar o fogo por acreditar que novos episódios de tumulto, como o do Rio, na quarta-feira, em que objetos foram atirados no adversário tucano José Serra, podem tirar votos da candidata. A ideia é determinar aos comandos das campanhas nos Estados que controlem as tropas de choque. "Nossa orientação é para que todo mundo não abandone as ruas, mas aja na maior calma. Não aceite provocações e também não as faça", disse o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, um dos coordenadores da campanha. Já o presidente do PT e coordenador geral da campanha, José Eduardo Dutra, informou ter conversado com os presidentes dos diretórios regionais. Ouviu deles que o clima entre os militantes "é muito bom". Dutra disse que recomendou a todos para que orientem os militantes "a evitar provocações". A decisão de pedir calma à militância foi tomada pelos coordenadores da campanha da ex-ministra por causa dos resultados das três últimas rodadas de pesquisas de três institutos - todos com considerável vantagem para a petista Dilma Rousseff. Nem os dirigentes da campanha esperavam estancar a queda da candidata em tão pouco tempo. As pesquisas que a campanha faz diariamente davam um resultado um pouco mais apertado do que o que tem aparecido nas pesquisas realizadas pelos institutos. Na avaliação dos dirigentes, Dilma saiu-se bem do episódio do Rio, quando militantes do PSDB e do PT se enfrentaram e objetos foram jogados na cabeça de José Serra - o que o levou até a se submeter a uma tomografia computadorizada para ver se não havia algo mais sério. FATOR ERENICE Os dirigentes da campanha de Dilma acreditam ainda que conseguiram se livrar da maldição de Erenice Guerra - a ex-ministra da Casa Civil envolvida num escândalo de tráfico de influência no governo em favor do filho Israel -, que na opinião deles tirou votos da petista no primeiro turno.

Edição EDIÇÃO 16959




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