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Cuiabá MT, Quarta-feira, 17 de Junho de 2026

BRASIL
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008, 21h:08

LEI SECA

País economiza R$ 48 mi com redução de acidentes

A economia envolve a redução de custos com a remoção das vítimas, o atendimento pré-hospitalar, a internação e o atendimento médico

FELIPE RECONDO
Da Agência Estado – Brasília
Nos dois primeiros meses de vigência da lei seca, o Brasil economizou R$ 48,4 milhões com a redução dos acidentes fatais nas rodovias federais. O Estado com a maior economia foi São Paulo, com R$ 11,5 milhões a menos de despesas com acidentes, seguido da Bahia, de Minas Gerais e do Distrito Federal. Dados da Polícia Rodoviária Federal, divulgados ontem, mostram que, de 20 de junho, quando a lei passou a vigorar, até 20 de agosto deste ano, o número de acidentes com mortos caiu 13,6% na comparação com o mesmo período de 2007. Nos dois meses após a sanção da lei, o número de acidentes com vítimas fatais baixou de 998, em 2007, para 862 em 2008. A quantidade de ocorrências com feridos também caiu - de 12.384 feridos em 2007 para 12.174 em 2008. A cada morte evitada no trânsito, o governo economiza R$ 467 mil e cada acidente a menos com feridos gera uma economia de R$ 96 mil, conforme contabilidade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A economia envolve a redução de custos com a remoção das vítimas, o atendimento pré-hospitalar, a internação e o atendimento médico, a remoção dos veículos e a permanência nos pátios da política e os gastos com deslocamento e treinamento de policiais para lidar com esses acidentes. Pela nova lei, o motorista flagrado com 2 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,1 miligrama por litro de ar expelido no bafômetro recebe multa de R$ 957,70, perde a habilitação e tem o veículo apreendido. Se o exame mostrar 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,3 miligrama por litro de ar expelido, o motorista responde criminalmente e pode ser punido com até três anos de prisão. Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram ainda que, apesar de diminuir o número de veículos fiscalizados, aumentou em 78,5% a quantidade de autuações por embriaguez nas estradas federais - de junho a agosto de 2007, foram 1.030 autuações, contra 1.839 no mesmo período deste ano. Com a nova legislação, foram presos 1.223 motoristas embriagados. "É uma mudança cultural que estamos enfrentando e os nossos motoristas agora não estão bebendo tanto quanto antes", afirmou o diretor-geral da PRF, Hélio Cardoso Derenne. O receio do governo de que os motoristas se recusariam a fazer o teste do bafômetro não se confirmou. Mesmo sob o risco de serem punidos, o porcentual de motoristas que se recusaram a soprar o bafômetro se manteve próximo a 18,4%, índice próximo aos 18,1% registrado no ano passado. PENA ALTERNATIVA O plenário da Câmara aprovou ontem projeto que define as penas alternativas que podem ser aplicadas em casos de crime de trânsito. Pelo projeto, caso houver condenação com penas alternativas (crime sem dolo, sem intenção), elas devem ser cumpridas em locais onde são atendidas as vítimas de trânsito.

Edição EDIÇÃO 16964




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