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BRASIL
Quinta-feira, 23 de Julho de 2015, 19h:48

LAVA JATO

MPF pede condenação de Cerveró e de mais três

MPF pede a devolução de R$ 296 mi e as penas em regime fechado

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação judicial do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, do lobista Fernando Baiano, do consultor Júlio Camargo e do doleiro Alberto Youssef por crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O pedido foi protocolado nas alegações finais da ação penal originada na 8ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de desvio de dinheiro na Petrobras. As alegações finais são a última etapa na tramitação dos processos, antes da sentença do juiz. Elas foram protocoladas na quarta-feira. Em dezembro, o MPF apresentou à Justiça Federal a denúncia contra os, então, acusados. Depois de o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, aceitar a denúncia, todos eles passaram a ser réus. Desde então, testemunhas de defesa e de acusação, além dos próprios, réus, foram ouvidos por Moro em audiências. Foi em uma audiência desta ação que Júlio Camargo afirmou que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB), pediu US$ 5 milhões para viabilizar um contrato de navios-sonda na Petrobras. O deputado nega. Além disso, o MPF pede a devolução de R$ 296 milhões e que as penas sejam cumpridas, incialmente, em regime fechado. O dinheiro refere-se aos valores desviados da Petrobras mais o ressarcimento pelos danos causados aos cofres públicos. Todos são acusados de participarem do esquema criminoso bilionário na estatal desvendado pela Operação Lava Jato – com exceção de Júlio Camargo, os réus estão presos. Nestor Cerveró na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, e Fernando Baiano no Complexo-Médico Penal, na Região Metropolitana da capital paranaense. Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, disse que o MPF não tem elemento comprobatório nenhum para a acusação. "É lamentável que a Justiça do Paraná esteja tratando o caso desta forma", declarou. O advogado de Baiano, David de Teixeira de Azevedo, afirmou por telefone que todos os pontos das alegações finais do MPF "serão refutados cabalmente pela defesa". Para Azevedo, a acusação de baseia em pressuposições e não em provas e fatos. Nestor Cerveró, que comandou a Diretoria Internacional entre 2003 e 2008, utilizou o cargo para privilegiar empresas em negociações comerciais em contratos com a Petrobras em troca de propina, de acordo com a denúncia. Cerveró tinha na figura de Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, um operador financeiro para viabilizar o pagamento de propina por parte de Júlio Camargo, ex-consultor da empresa Toyo Setal, ainda conforme a denúncia.

Edição EDIÇÃO 16965




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