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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

BRASIL
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012, 19h:09

BRASIL

Mínimo fica abaixo de vizinhos

O aumento real (descontada a inflação) do salário mínimo no Brasil ficou bem abaixo da média de reajuste nos países da América Latina e Caribe. Segundo relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), até outubro de 2011 a correção do mínimo brasileiro foi de 1,4% (na comparação com o mesmo período de 2010), enquanto o percentual verificado nos países vizinhos foi de 7,1%. Segundo o documento, a média da região foi puxada para cima pelo desempenho da Argentina, onde o salário mínimo real cresceu 22,4%. Tirando o país, o crescimento médio da região fica em 2,9%. O desempenho do poder de compra brasileiro só não foi pior do que o da Colômbia, onde o mínimo real aumentou 0,2% no mesmo período de comparação, e do que o do Panamá, que registrou queda de 5%. Em geral, se não se olha apenas para o salário mínimo, as remunerações médias reais cresceram bem menos, 1,5% na comparação com 2010. Apesar do resultado, a OIT elogia em seus relatórios a política de salário mínimo do Brasil, destacando que entre 2003 e 2010, período do governo Lula, o crescimento médio anual foi de 5,8%, ou quase 60% no acumulado. "O resultado foi um aumento do salário mínimo acima da expansão real do PIB [Produto Interno Bruto], o que desencadeou efeitos redistributivos importantes e contribuindo para a redução dos níveis de pobreza." DESEMPREGO O crescimento da América Latina e do Caribe neste ano deve ficar na faixa de 4%, e a tendência é de que o desemprego na região mantenha-se em torno de 6,8%, assim como no ano passado. A estimativa foi feita ontem pelo coordenador nacional do Projeto de Monitoramento e Avaliação do Trabalho Decente da Organização Internacional do Trabalho (OIT), José Ribeiro, durante a apresentação dos dados do relatório Panorama Laboral.O relatório da OIT analisa a situação do trabalho em 16 países da América Latina e do Caribe. De acordo com Ribeiro, a grande preocupação da OIT, no que se refere ao emprego nas duas regiões é que a crise econômica na Europa e nos Estados Unidos, que afeta a geração de empregos, não contamine a região. “A economia da América Latina tem suas especificidades, mas tem uma certa dependência em relação às economias mais desenvolvidas. Diante disso, a OIT vem defendendo que as políticas de emprego tenham como base a promoção da trabalho decente”, disse Ribeiro. Um dos desafios para a América Latina e o Caribe é reduzir a informalidade no mercado, que afeta cerca de 50% dos trabalhadores das duas regiões. Segundo Ribeiro, 93 milhões de pessoas estão na informalidade na região. Somente no Brasil, são 42,1% dos trabalhadores nessa condição. PIB Dados do relatório da OIT estimam que, no ano passado, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tenha ficado em torno de 4,5%, na comparação com o resultado do ano anterior. O desemprego urbano na região continuou caindo – estima-se que, em 2011, a taxa de desemprego da região atinja 6,8% da população economicamente ativa.

Edição EDIÇÃO 16968




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